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No marco do acordo ortográfico da Lingua Portuguesa

Galiza ten voz, por vez primeira, na Assembleia da República portuguesa

Alexandre Banhos, presidente da AGAL, e Ângelo Cristóvão, presidente da Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa, falaron en nome das entidades lusófonas do noso país.

Redacción - 21:00 08/04/2008

Segundo contan dende a web da Associaçom Galega da Língua (AGAL), esta segunda feira 7 de abril foi un dia histórico non só para a Galiza lusófona, senón tamén para a lingua galega, posto que na Conferencia Internacional Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, organizada pola Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, participaron dous galegos: Alexandre Banhos, presidente desta asociación, e Ângelo Cristóvão, presidente da Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa.

Ámbolos dous interviron na conferencia en representación das organizacións da Galiza lusófona; a mesma AGAL (Associaçom Galega da Língua); a Associação de Amizade Galiza-Portugal (AAG-P); a Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa; a Associação Sócio-pedagógica Galaico-Portuguesa (ASPG-P); e o Movimento de Defesa da Língua (MDL).

A unidade do movemento reintegracionista demostrouse en Portugal
Despois de se pechar a sesión, chegou a quenda dos galegos, comezando por Banhos, quen se amosou satisfeito por poder falar na Assembleia da República portuguesa, feito que el vía como un recoñecemento oficial do carácter lusófono de Galiza. Pódese consultar enteiro o comunicado que por el foi lido, na web da AGAL en pdf.

Despois chegou a quenda de Cristóvão, quen falou da unidade demostrada polo movemento reintegracionista, creada grazas ao esforzo das entidades, que aínda han dar "novos froitos", e leu un comunicado sobre a posición das entidades reintegracionistas sobre o papel da futura Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) (Vídeo da súa intervención no YouTube).


Intervención de Alexandre Banhos

Nesta terza membros da AGAL reuníronse con representantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e co Presidente do Instituto Nacional da Língua Portuguesa. Tamén Ângelo Cristóvão e a Associação Pró-AGLP desenvolveron un encontro co Presidente da Academia das Letras de Lisboa.


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Comentarios (141)

OBSERVADOR #1 8/Abril/2008 OBSERVADOR

Raio! A notícia tava qui!!!!

Lidor #2 8/Abril/2008 Lidor

Non deixa de ser un señor con acento español, ou sexa, que non fala con fonética galega agás certo seseo indeterminado e unhas terminasõs bastante forzadas. Doe que os portugueses non poidan escoitar no seu verdadeiro xenio a música da nosa lingua. Para outra vez manden un galegofalante.

galeguzo #3 8/Abril/2008 galeguzo

#2 Banhos e Cristóvão (que não Cristovão) são perfeitos galego-falantes. Se calhar preferias que foram Touriño e Quintana a falar dos seus "ciudadanos e ciudadanas" :-p

galeguzo #4 8/Abril/2008 galeguzo

Por certo, Lidor, dizem por aí que mais fala quem mais tem de calar :D

Serradeaires #5 8/Abril/2008 Serradeaires

Xa estamos. Eu morei en Portugal, en Tras-os-Montes, e, por sorte, vou voltar traballar aló. Non comecedes coa lea de sempre. Non é mellor ficar baixo o xugo lisboeta que baixo o castelán. Fora xugos. Por descontado que pertencemos á lusofonía, pero... sabedes o que sinto cando meus amigos trasmontanos dicen non falar ben o portugués? non vos lembra nada ese tipo de ditos? e o mirandés? Moito ollo co centralismo lisboeta, está a matar a diversidade da lingua portuguesa. Lusofonía si, lisboetafonía non.

sozinho #6 8/Abril/2008 sozinho

Galeguzo 2 mensaxes, Lidor, 1. Quen máis fala ten que calar? Naturalmente estou de acordo neste punto con Lidor, faltoulle naturalidade e puido medio-convencer a algúns portugueses reticentes da semellanza das linguas, pero, de se enterar, convencerá a algúns galegos lusistas de mínimos de que son idiomas diferentes cando un galego acode acomplexado tentando imitar un acento alleo. Bonito paradoxal renunciar ao idioma para facelo máis forte.

OBSERVADOR #7 8/Abril/2008 OBSERVADOR

A pronúncia não diferencia línguas!

Ai, que caralho de gente.

Xarope #8 8/Abril/2008 Xarope

Pois é: Isto é o escaralhe !

Venhem queixar-se e a falar em "acentos" aqueles que forom representados ao Parlamento europeu e a outros foros por dous tipos que tenhem sotaque andaluz ...

Qual é o "verdadeiro xenio e a música da nosa lingua"? A do Tourinho, ou a do Quintana ???

Serradeaires #9 8/Abril/2008 Serradeaires

E teñen esa pronuncia a diario?

Xarope #10 8/Abril/2008 Xarope

Quem? O Tourinho e o Quintana?
Penso que sim .

Caotinha #11 9/Abril/2008 Caotinha

Mas eu pergunto. A AGAL, de se aprobar o acordo ortográfico, mudará a sua própria norma pela comum a toda a lusofonia?. De não ser assim, com as novas mudanças, a norma AGAL ficará ainda mais afastada da norma padrão. A olhos vistos do resto da lusofonia a norma AGAL será uma norma extravagante.

lavesedo #12 9/Abril/2008 lavesedo

touriño: castelánfalante a tentar falar galego con acento andaluz
banhos: castelánfalante a tentar falar galego con sotaque lisboeta

Mimá!! que país...
(por certo o Ângelo fala mellor, moito mellor)

lavesedo #13 9/Abril/2008 lavesedo

moi interesante a questom/questão de Caotinha

Galezio #14 9/Abril/2008 Galezio

Muito bom, já era hora de que o "regeneracionismo" linguístico tivesse audiência...
Avante na defesa do nosso idioma e mais agora que o PP está no monte, em cruzada contra dele, contra do nosso idioma!!
http://lacomunidad.elpais.com/...

mceleiro #15 9/Abril/2008 mceleiro

#5 Tu o dizes. Já estamos. "Lusofonia" não é unidade fonética, é unidade ortográfica. Ortografia que é tão importante exactamente por isso, porque deve de acolher todas as fonéticas. Non / Nom / Não. Sempre o digo da mesma forma. O caso é qual é a melhor forma (mais util) de represtentar na escrita.

Eu sou da Galiza oriental e o galego santiaguês está também a matar a minha diversidade. Para empezar há quem diz que o galego não tem vogais nasais. Nos distinguimos MÃES / MAIS ou PÕES / POIS ("e" fica num "i") não por nasalidade, senão por obra do espírito santo. E também dizemos "irmáu". Ha, ha, ha,... que pouco ouvido estes santiagueses !!!. E ainda temos um "u" nasal. O léxico daria para separarnos e dizer que somos outra lingua. Também os meus vizinhos dizem não falar bem o galego, .... mas é parte do problema. Não reconhecer as variedades, e confundir ortografia e fala. Disso os isolacionistas sabem muito.

Se queres ver o jugo, eu não te darei convencido do contrário, mas falando de jugos, lisboeta e castelhano (falamos de língua, não de estados), são sistemas linguisticos diferentes, galego-lisboeta, galego-minhoto, galego-brasileiro, não. Como tampouco madrilenho-andaluz, nem madrilenho-argentino. Tu e muitos estais a confundir Galiza (independente / espanhola / portuguesa ) com o idioma da Galiza (galego-português / galego-castelhano).

mceleiro #16 9/Abril/2008 mceleiro

Os tourinheses (não vos ouvimos falar, mas por a ortografia imaginamos...) estais a criticar a fonética forçada (evidentemente) de duas pessoas que estão a falar ante um público não afeito ao sotaque galego, e que pretendem ter um gesto de cortesia, respeito e afecto numa instituição (alheia) à que foram invitados. Se quereis ver nisso complexos e submissão...

Haveria que ouvir-vos a vós na Assambleia da República falando para Portugal, Brasil, Angola, Caboverde,...

Minhogalego #17 9/Abril/2008 Minhogalego

Escrever galego na norma internacional é salvar a nossa língua. Porquê?

1- A Galiza era uma Nação desde extremo norte da actual Galiza para sul até ao rio Tejo. A língua culta e oficial era o Galego em todo o território sendo estável mais de SETE SÉCULOS até à colonização castelhana.
2- A Galiza estava ocupada pelo reino de Leão.
3- Vários fidalgos galegos tentaram libertar a Galiza sem o conseguir.
4- Até que um grupo de galegos Chefiados pelo galego D. AFONSO HENRIQUES se revoltou contra o reino de Leão e declarou a independência de todas as terras da Galiza a sul do rio Minho com a excepção de São Félix dos Galegos (província de Salamanca) e parte da Extremadura espanhola lindeira a Cáceres. Com a constituição do reino de Portugal os galegos da parte da Extremadura e os de São Félix dos Galegos ficaram isolados até hoje.
5- O reino de Portugal não foi por se tornar independente que mudou os seus habitantes e idioma. Continuaram a falar a sua língua materna o GALEGO. Este galego foi expandido por todo o mundo devido a Portugal dominar durante séculos todo o comércio internacional da costa ocidental e oriental de África, Índia , Ásia até ao Japão.
6- Enquanto o Galego ganhava prestígio internacional através dos portugueses era esmagado na Galiza que entretanto ficou sobre o domínio Castelhano. Foram os “Séculos os Escuros” em que os Castelhanos humilharam os galegos, religiosamente, literalmente e materialmente. Foram séculos de escravidão castelhana. Os piores trabalhos estavam destinados aos nossos pais galegos.
7- Enquanto os galegos do sul que entretanto passaram-se a chamar de portugueses conservaram a nossa língua a sul do rio Minho e nas terras que reconquistaram aos mouros. Pelo contrário a norte do rio Minho ficamos colonizados, privados de evolução linguística, impuseram-nos o analfabetismo como regra . Tornaram o idioma galego enfermo com a mistura de palavras castelhanas.
8- Então o nosso idioma galego embora enfermo sobreviveu heroicamente principalmente nos meios rurais da Galiza mas sem apoio escolar.
9- É por isso que hoje existem várias ortografias na Galiza resultado da falta de escolaridade e da influência negativa do colonizador castelhano.
10- Pelo contrário a sul do rio Minho preservou-se a nossa língua galega original sem as enfermidades castelhanas e foi-se actualizando naturalmente protegida da colonização. Por isso é fundamental que as Figuras Galegas deixem de falar e escrever o politicamente correcto e passem a escrever na norma internacional do galego e não na da RAG que só serve para destruir a cultura galega.

Sou Galego tenho 48 anos e decidi escrever sempre em galego do século XXI. Na norma internacional adoptada por mais de 250 milhões de falantes nativos no Brasil, África, Ásia , Europa e Oceânia . Norma oficial na União Europeia; Mercosul e União Africana. Nós galegos temos uma grande vantagem sobre as línguas minoritárias catalã e basca. Temos o terceiro idioma mais falado no mundo ocidental.
Vamos todos recuperar o tempo perdido nos humilhantes séculos escuros eliminemos a castelhanização da nossa língua escrevendo puro galego na norma internacional actual.
Temos o privilégio dos nossos irmãos galegos do sul terem preservado o nosso idioma e expandido por todos os continentes do mundo.
Se todos começarmos a escrever na normativa internacional não há RAG que resista com NEOCOLONIALISMO.

MinhoGalego

Anti_Lusista #18 9/Abril/2008 Anti_Lusista

"A Galiza era uma Nação desde extremo norte da actual Galiza para sul até ao rio Tejo" Érro gravisimo, cando Portus-Calem (Portugal) se separaou de nós, non o reves, como máximo traspasaban un pouco o Douro, non o Texo.

E outra cuestión, eles sempre falaron de portugués, non de galego, algo que hoxe en día non queren recoñecer, polo centralismo e nacionalismo exacervado lisboeta (unha especie de Madrid a menor escala). Xa non me meto no da Extremadura e Salamanca, porque non sei de onde sacaches iso, se facilitas o lugar de onde o sacaches saeríamos gañando todos.

Eu estaría a favor desa posible unión, mais este país tense que recoñecer coma a orixe da nosa lingua común, o galego/portugés. A separación é política, póde ser, pero a nosa pronuncia non é a que amosa o "erudito" de Agal.

As asociacións lusistas, non deixan de seren marxinais, por contra A Mesa pola Normalización, por exemplo, ten mais membros que todas as asociación lusófonas deste país xuntas.

(o meu apodo, Anti_Lusista, sí, pode ser certamente agresivo para algúns, hoxe en día non elixiría ise, pero amosa o farto que estou dos de Agal, por chamarlle portugués o que falamos eiquí)

Maeloc-do-Rouco #19 9/Abril/2008 Maeloc-do-Rouco

Reconhezo que no que atinge ao VERDADEIRO NOME E ORIGEM DA NOSSA LINGUA concordo com "Anti_Lusista" e se calhar deveramos ser mais afoutos ao falar-mos da lingua galega e/ou da lingua galego-portuguesa como nada em Galiza. O "lusitanismo" e umha deformazom grotesca da Historia. Nem a Lusitania (a capital historica e a aactual Merida em Espanha) tem que ver na origem do actual Portugal nem moito menos na origem da lingua galego-portuguessa na antiga (e presente) Galecia romana (a capital historica e a actual Braga). Trata-se tambem dum acto afirmativo de Galiza como berce dessa lingua universal e o reconhecemento e o desagravio historico que merece. A invisibilidade de Galiza na Historia europea e peninsular exige um caminhar asisado e da mao das outras nazons que compartilham a lingua nada na Gallaecia e expandida polo mundo pola parte dessa sul dessa velha e milenaria nazom. A influencia mozarabe na Estremadura e no Alentejo contribuiu mais ao devir historico do Portugal moderno (e ja que logo da lingua galega espalhada cara o Sul) que o que puidera ficar de influencia da velha Lusitania romana

Maeloc-do-Rouco #20 9/Abril/2008 Maeloc-do-Rouco

Lusofonia ou Galaicofonia??

http://en.wikipedia.org/wiki/I...

vieira #21 9/Abril/2008 vieira

O inimigo está no Leste -e entre nós- não no Sul.
Os galegos falam o nosso idioma na assembleia portuguesa e não podem faze-lo na espanhola.

crunha #22 9/Abril/2008 crunha

#20 Galeguia.
http://diariodigital.sapo...
Algúns portugueses do norte non aceptan o centralismo lisboeta:
http://www.geocities.com/mobim...
Si ao achegamento entre o galego e o portugués, pero non á renuncia de recoñecer que somos o berce do galego-portugués.

crunha #23 9/Abril/2008 crunha

O da galeguia tamén na páxina da AGAL:
http://www.agal-gz.org/modules...

galeguzo #24 9/Abril/2008 galeguzo

Alexandre Banhos não é castelhano-falante, Lavesedo. Deverias lavar as orelhas e aguçares o ouvido :-s

galeguzo #25 9/Abril/2008 galeguzo

E por certo, dais pena os isolatas radicais que ante um facto histórico como este só tendes como argumento a "fonética forçada". Claro, como a vossa realmente é espontânea e natural, logicamente em Portugal sempre vos falarão em castelhano. Nunca um português me falou castelhano em Portugal, mas é claro que nunca falei em Portugal "ceceando" à espanhola.

O "sesseio" é tão forçado como quando alguém do ILG ou da RAG se intenta acomodar às regras de uma norma que não utiliza a diário, nem mais nem menos. Mas sabeis qual é a diferença? Que ao menos a AGAL tem definido um padrão fonético, cousa que a RAG e o ILG ainda não fixaram. Bom, sim, começam a esboçá-lo, mas para aceitar fonemas espanhóis como [ɟ] (o "y" espanhol) ou [θ] (o "c" ou "z" do castelhano).

Tino #26 9/Abril/2008 Tino

Galeguzo, as tuas respostas son inadecuadas e estúpidas, non sabes contestar reafirmándote nos teus argumentos sen insultar a ninguén?
NOn me extraña q teñades tan pouca xente a voso favor, tedes a imaxe de serdes uns desleixados medio-psicópatas, e gañades esa fama dia a dia.

piorno #27 9/Abril/2008 piorno

Que dous galegos falem no Parlamento de Lisboa e marquem a presença galega no conjunto da Comunidade de países que falam a nossa língua devia ser um facto que nos alegrasse a todos. Porém, pessoas como o lavesedo (#12) e Anti-lusista (#18) -elucidativa alcunha- tentam minimizar tal acontecimento, sem dúvida, histórico.

O Alexandre Banhos é umha personalidade pública de reconhecido compromisso com a normalizaçom e unidade da língua, e, portanto, também de prática monolíngue, obviamente galega. Chamá-lo de «castelánfalante» (curiosa palavra), como fai lavesedo em #12 é difamar.

Lave-se, Edo!

;)

EVAZSOU #28 9/Abril/2008 EVAZSOU

A cousa não é apenas quem estava lá num momento fulcral na história da língua portuguesa que há ter consequências na Lusofonia. Na Assembleia da república Portuguesa em reunião a tratar um assunto internacional com rango de Estado. Não havia apenas duas pessoas que participaram (é isto é um feito histórico e transcendente) quanto um grupo significativo do melhor que hoje têm os colectivos reintegracionistas sentado nos ilustres cadeirões por perto.

Lá falaram as Entidades Lusófonas Galegas (Associaçom Galega da Língua (AGAL), Associação de Amizade Galiza-Portugal (AAG-P), Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, Associação Sócio-pedagógica Galaico-portuguesa (ASPG-P) Movimento Defesa da Língua (MDL)) pela boca de Alexandre Banhos e Ângelo Cristóvão, mas
a delegação galega eram também o Vice-Presidente da AGAL, Isaac A. Estraviz, membro da Comissom Lingüística dessa entidade e da Comissão para a participação da Galiza no Acordo Ortográfico, entidade participante no Acordo; Margarida Martins e Manuela Ribeira, integrantes do Conselho da AGAL; a porta-voz do MDL, Teresa Carro; a membro da AGAL e Vice-presidenta da Pró-AGLP, Concha Rousia; António Gil Hernández, também da AGAL e Xavier Vilar Trilho, também em representação da Associção Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa e da Associação Amizade Galiza-Portugal."

http://mdl-galiza.org/content/...

Mas, lá não estava ninguém participando a representar nem a Xunta (presidência, politica linguística, educação e cultura, relações institucionais...), nem as universidades, nem o Consello da cultura, nem a RAG, nem o Observatório da lusofonia, nem o BNG, nem a CIGA-educação, nem a ASPG, nem a AELG, nem nenhum escritor, político ou inteletual galego reconhecido dos que saem na grande imprensa...

Por isso os primeiros contam e os outros já não contam para muitos de nós. Chegou a nossa paciência. Porque os que tinham que fazer não fizeram, nem fazem nunca nada quando deveram e deveriam, apenas malbaratar dinheiros e produzir fumo. E nos obrigam a nós aos humildes, aos técnicos, aos que deveriamos estar nas bases, como sempre foi na história da Galiza, a fazer.

Lidor #29 9/Abril/2008 Lidor

Daquela non vos camufledes ceceando e usando as consoantes xordas da fala que considerades pailana.

euopinoque #30 9/Abril/2008 euopinoque

Cristóvão falou ben, a súa pronuncia é galega (máis ou menos adaptada á portuguesa do Sur) pero sobretodo é regular, e ten un modelo galego.

O Banhos este non fixo nada máis que mudar de modelo de oralidade e dubidar continuamente, unhas veces ceceaba... outras seseaba... unhas veces pronunciava "-om"... outras o ditongo nasal...

Para non falar do que é ver un home sentado nunha cadeira bem vestido e falando cunha cadencia seria (Cristóvão) ou un fulaniño con esa camisa mal posta e duas follas nunha man mentres aguanta un micro (dos de estar sentado) coa outra, ali de pé; o único con esa pinta e esas formas na Assembleia da República Portuguesa.

Se a imaxe dos galegos en Lisboa é a do Banhos este... triste imaxe!

Ah! E non se pode negar que calquer representatividade internacional é importante... pero non esquezan vostedes que nos noventa houbo xa reintegracionistas presentes no acordo, que o triunfalismo en certas boquiñas grandilocuentes foi similar... e que nada cambiou para a lingua galega.

Alégrense, pero sexan nenos orgullosos.

Morcego #31 9/Abril/2008 Morcego

Creio que vos está a passar ao lado o que neste acto foi mais transcendente;Houve por parte dos estados pertencentes à CPLP, não só por parte do estado português, um reconhecimento explícito da Galiza como parte integrante dos países que têm como língua o português, melhor, dos países que se expressam em galego-português. Também me parece que se continua a confundir o que estava em causa, ou seja, uma ORTOGRAFIA comum, com uma suposta uniformização fonética, o que é um disparate!

Considero também fantástica a dinâmica da sociedade civil que, conseguiu ultrapassar a inércia e o possibilismo do poder político.

Parabéns ao Alexandre Banhos, ao Ângelo Cristóvão, ao Martinho Sentalha, a Issac Estraviz e a todos os companheiros que continuam a lutar por uma língua viável e com futuro.

Bem hajam!

Souto-das-Dalas #32 9/Abril/2008 Souto-das-Dalas

Concordo com Morcego. Foi um acto realmente transcendente e cheio de dignidade: a projecçom e reconhecimento internacional do galego dentro da lusofonia.

Pouco importa as resistências de alguns em acreditar o óbvio (só lembrar a emoçom de Cantos na Maré dirigido pola Uxía...) e a influência diglossica na fonética tam habitual en contextos de colonizaçom.

Parabéns aos comnpanheiros!

galeguzo #33 9/Abril/2008 galeguzo

Tino, eu não vejo ter insultado a ninguém (a não ser que te identifiques como isolata radical), assim que modera a tua linguagem.

Por certo, que a tua visão dos reintegracionistas está bem longe da que tem a maior parte da gente que sai dos seus guetos linguísticos e tem amizade com gente reintegracionista (mesmo sem partilhar a sua visão da língua).

Algum dia, e espero que não seja tarde, pode que vos venha o sentido e percebais que os inimigos do galego não somos os reintegracionistas, entre outros motivos porque o galeguismo/nacionalismo galego sempre foi de algum jeito reintegracionista... até há 30 anos.

Xarope #34 9/Abril/2008 Xarope

Fala um tal "Lidor" em que nom nos "camuflemos" "ceceando e usando as consoantes xordas da fala que considerades pailana".

Mande ??? Eu nom me tenho que camuflar de nada : A MINHA FALA É SESSEANTE (E AINDA COM GHEADA: A FALA NORMAL DAS RIAS BAIXAS), TRAÇO BEM ESTENDIDO NUMERICAMENTE ENTRE O CONJUNTO DA POPULAÇOM AINDA GALEGO-FALANTE DA GALIZA E QUE NO ENTANTO É SISTEMATICAMENTE RIDICULIZADA (TONECHOS), MENOSPREZADA E TRATADA DE RURALIZANTE E PAILANA EM TODOS OS MEIOS "DE COMUNICACIÓN" AUTO-ANÉMICOS ... !!!

ENTOM: QUEM CARALHO É O QUE ESTÁ A "CAMUFLAR" AS FALAS GALEGAS ????!!!!

luisfoz #35 9/Abril/2008 luisfoz

Atribuir a a Banhos e, muito mais a Àngelo, um sotaque espanhol é umha mostra de surdez lingüística, um desconhecimento de como falam os diferentes utentes da nossa língua ou, muitas vezes, umha simples vileza. Aliás, considerar que nom falam como o fam habitualmente demonstra ou bem nom os conhecer ou simplesmente mentir com descaro. Usem-se argumentos para combater o reintegracionismo se se quiger, mas nom se minta nem se engane as pessoas.

laurinha #36 9/Abril/2008 laurinha

Foi um feito histórico a intervençom.
aguardemos que seja um antes e um depois nas relações com a Lusofonia

Parabens Alexandre e agálicos todas e todos, e os reintegracionistas que a isto colaborastedes por nos dar esta alegria

Laurinha

castelom #37 9/Abril/2008 castelom

Parabéns à Galiza do futuro polo trabalho dos e das reintegracionistas.
Nom podemos perder citas como esta; continuarmos a tecer laços com o mundo lusófono.
Avante a nossa língua universal! (avante também se for local ou, ainda, nas suas múltiplas versons locais)

galeguzo #38 9/Abril/2008 galeguzo

Tanto faz, Foz, que por desgraça na Galiza é-che bem frequente falar desde o (auto-)ódio e do desconhecimento dos temas e, ainda pior, desde o ódio e do desconhecimento às pessoas.

Afonso_ch #39 9/Abril/2008 Afonso_ch

Excelente notícia!

Este foi um dia histórico para a nossa língua, e poderíamo-nos sentir bem felizes todos os que usamos,defendemos, e amamos o galego.

Seguramente havera algum isolacionista radical que se esteja revoltando no seu asento, pois sabes o que?

-HAI QUE ROE-LO!!

Também é curioso que um orador se poida exprimir perfeitamente em galego no Parlamento Europeu e mais na Assembléia da República portuguesa e não o poida fazer no Parlamento espanhol, por algo sera!
Podemos falar do que importa, ou podemos andar a falar de "chorraditas" fonéticas; Lidor&co. porque não provais a falar galego com sotaque espanhol no Parlamento espanhol? haver quanto tempo durais? pois isso.

Parabéns para o Ângelo Cristóvão, para o Alexandre Banhos, para toda a DELEGAÇÃO galega, e parabéns para a Galiza TODA!!

OBSERVADOR #40 9/Abril/2008 OBSERVADOR

HÁ QUE ROE-L@S!!!!!

Nem boinas nem birretes, POVO GALEGO A FALAR NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA !!

E as barbas a remolho.

arzaya #41 9/Abril/2008 arzaya

A min alegroume ver galegos alí. O Sr. Banhos tén un galego bastante urbanita, o Sr. Cristóvao un galego a medio camiño do portugués (sonoras ás veces, ditongos ao), máis no galego tamén cabemos todos :). Gostei sobre todo do discurso do Sr. Crisóvao, menos divagante e máis incisivo nas consecuencias do acordo e necesidades. Sentinme cómodo ouvindo o Sr. Cristóvao, nun galegoportugués como se fose de Padrenda e Baixa Limia, ás veces da terra de Xallas, outras do Vila Verde miñoto. Alegreime de ver paisanos alí pero non comparto as actitudes positivas frente ao Acordo. Non vexo que a AGAL vaia modificar a ortografía dos grupos cultos (aí falou ben o Sr. Cristóvao) por tanto, de nada serve á Galiza este acordo. Por outro lado introduce máis dificultades para os galegos, ao eliminar o trema ou diérese, aumentando as posibilidades de confusión: arguir/argüir, questón/qüestón (sic), tranqüilo/tranquilo..etc, etc. Segue a haber duplas grafías inexplicábeis: úmido/húmido, nomes bíblicos, algúns grupos cultos (facto/fato)..paréceme un Acordo con resultados maos e inapropiados para o galego.

EVAZSOU #42 9/Abril/2008 EVAZSOU

Não percebo que quere alguém dizer com que a gente não se orgulhe disto que fez, que fez bem e com alto sentido patriótico, e gastando do seu peto.

Ofende-se por fazer cousas que outros não fazem? "Descantá"

Há lugares e registos, algum dia haverá um padrão ou vários de oralidade galega, mas até agora nem houve nem as autoridades responsáveis (que para isso as pagávamos) nos forneceram com um.

Continuamos analfabetos, privados de modelo e de língua e se nos obriga a passar e lembra a vergonha que sujeitou a gerações de galegos.

Pois bem. Eu orgulho-me não da minha pronuncia nem língua de farrapos herdada. Orgulho-me da consciência da minha analfabetização, sei bem que significa.

Por isso aguardo que as vindouras gerações possam ter uma digna alfabetização. E se terão vai ser precisamente pelo trabalho imperfeito e modelo remendado de muita desta gente que tem que fazer o que os que tinham não fazem.

Saúde,

Ernesto

Neo #43 9/Abril/2008 Neo

Por muito que alguns queiram menosprezar, este feito das «Entidades lusófonas da Galiza" foi de facto histórico. Histórico por terem sido convidados a participar, num conferência de esclarecimento para deputados portugueses, que brevemente se terão de se pronunciar sobre o segundo protocolo modificativo do Acordo Ortográfico. Histórico por terem podido falar na sua língua (mais ou menos adaptada ;)) e livremente, no parlamento português. Histórico por ser a sociedade civil a ter o papel de vanguarda na aproximação inevitável ao mundo que partilha a nossa língua comum. Histórico porque com este feito, foram abertas novas portas não só às «Entidades lusófonas da Galiza", como também e principalmente à Galiza. Bem-hajam todos e todas!
P.S.: Foi com muito agrado que li acima comentários de companheir@s galeg@s a esta notícia, que apesar terem utilizado a norma ILG-RAG, manifestaram o seu agrado pelo acontecido, traduzindo assim o crescente sentimento na sociedade galega, de pertença ao grupo de países que se exprimem em galego-português.

lavesedo #44 9/Abril/2008 lavesedo

Ninguén dubida nin critica a importancia de o galego estar presente neste acto da Lusofonía, aínda que non sexa máis que unha parte dos seus utentes, os que escollen as normas AGAL ou o padrão português os que alí nos representaron a todos. Ninguén que defenda e goste do seu idioma fai isto.
O que si tedes que entender os defensores destas opcións ortográficas é que o Banhos está a falar PORTUÑOL e non bo galego. E repito: non é o caso do Cristóvão, gran falante do noso idioma. É unha mágoa, un erro gravísimo que nos represente na Asembleia da República, a falar sobre a lingua, unha persoa que tatexou, vacilou e non fala ben o galego. Se mirardes e criticardes a fonética horrenda do Touriño e o Quintana, a súa castrapización do idioma, non é coherente non asumirdes as eivas deste home, ao que ninguén lle discute compromiso co idioma nin que sexa monolingüe, -ben, seica debe haber aquí algún que o acompaña até no leito-, mais que non fala con corrección. Non é cuestión de pechalo nunha gaiola por herexe, simplesmente debeu falar outra persoa, máis nada. Agora, os que non o mirades, os que defendes que fala moi ben o galego, tedes un problema, meus.
Tamén no mundo do lusismo hai oco para a auto-crítica, non si? Ou só collen as declaracións trunfalistas ou os salaios tipo "probinho, ele fai o que poder"????

internawta #45 9/Abril/2008 internawta

Pois eu fiquei felicíssimo e superorgulhoso de ouvir o nosso falar numa Assembeleia nacional, de todo um país!!! E espero que, de uma vez por todas, unamos a ortografia do amplo universo lusófono.

Basta ler todos os blogs galegos para vermos que a representação gráfica do nosso galaico-português é um caos! Muitos estrangeiros dizem que têm a sensação que cada um escreve a sua maneira! Porquê? E o que faz inventar e forçar durante anos a grafia do castelhano na nossa língua (ou melhor, grafia, morfologia, léxico, etc... o castelhano tem sido um vírus na nossa lusofonia).

É o que queremos? Não, mas não é isso o que têm conseguido os defensores do castelhano: dividir, enfraquecer e vencer... E estão a consegui-lo a largos e nós, ingenuamente e alheios, deixando que o consigam!

Adoptar a ortografia usada no universo lusófono é boa saída e um ponto de referência para qualquer escritor da nossa língua. Mas porquê tanto medo em assumir que somos lusófonos e ainda mais em escrever como os milhares de irmão lusófonos que temos da América à Ásia?

Ao adoptarmos esta mesma grafia que uso não estou a copiar a grafia de Portugal, mas sim a grafia do mundo lusófono. Esta grafia não representa nenhum português em específico, porque, contrariamente ao castelhano que tem uma escrita fonética, esta forma de escrever está longe de ser a representação fiel do que se fala em Lisboa ou no resto de Portugal (para mal de muitos estrangeiros, que dizem que "em português fala-se de uma forma e escreve-se doutra", ou senão, escreveriam, para começar 'purtuguêx')! "Têm" é pronunciado no português padrão de Portugal 'tãiãi', no Brasil 'tẽiẽi', nós (e nalgumas partes de Portugal) 'tenhẽ' e para todos há uma representação comum "têm" (que não é de ninguém e é de todos)!!!

O Português falada nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores (especialemnte em São Miguel) apresenta maiores particularidades linguísticas em relação ao português padrão que o galego. Há mais probabilidades de que um português entenda uma galego do que uma pessoa natural de São Miguel (que quando são entrevistados nas notícias põem subtítulos para se entender o que dizem)... mas a escrita continua a ser a mesma, sem problemas. Os madeirenses, só para dar um ínfimo exemplo, dizem como nós 'versons', mas escrevem 'versões sem qualquer problema... Escreve-se "versões", mas em Portugal continental pronuncia-se "versõis", nas ilhas atlânticas e nós "versõs", etc., etc. Ao menos sabemos que "ões" é uma forma instituida pela comunidade lusófona para representar a articulação de diferentes sons... Mil vezes isto que forçar no galego um 'versión' que vem de uma língua alheia à nossa que é o castelhano.

A língua é a língua e a escrita é uma convenção, uma ferramenta a que lhe podemos dar o valor institucional que quisermos (há língua que existem sem escrita). Qualquer problemas a partir daqui já é uma questão política e política tem muito a ver com inteteresses persoais e pouco com os gerais...

internawta #46 9/Abril/2008 internawta

(peço desculpas por qualquer falha na escrita, mas não fiz revisão) ;)

Afonso_ch #47 9/Abril/2008 Afonso_ch

Lavesedo: o Alexandre Banhos estava a falar como presidente da Agal; não foi chamado a participar por ser o galego que melhor fonética tem.
Dis que é um erro que nos represente um galego "que errou, tatexou..." bem, não che discuto nada disso, mas deveríamos reparar na transcendência do acto e não em pequenos detalhes superficiais.

Quem nos deveria representar segundo ti?
Por poder, mesmo nos poderia representar o Presidente da Comunidade Autónoma falando em castelhano! seria mais óptimo?
Olha que eu concordo. Se o que falou o Banhos , e nas mesmas circunstâncias, o fala o Tourinho seria tremendamente óptimo; mesmo mesmo que fala-se no seu tourinhes particular.
Estas a percever?

um saúdo

Afonso_ch #48 9/Abril/2008 Afonso_ch

Ainda mais, continuando coa política-ficção, que seria preferível o discurso do Ângelo Cristóvão com o seu galego de alta qualidade ou o mesmo discurso no pésimo galego do Quintana?

Esta claro, verdade?

Quem tinha de fazer não fai, e aos que fazem sem ter que fazer criticamo-los por falarem desaxeitadamente!

Afonso_ch #49 9/Abril/2008 Afonso_ch

Eu também não sei por que o Alexandre Banhos se ergueu para falar, e algum detalhe mais; mas é preciso lembrar que estamos a falar de um cidadão como qualquer outro ao que não se lhe pode exigir desenvoltura em actos dessa dimensão. Se a tem parabéns, se não a tem parabéns duplos!

Mas onde é que estavam os nossos representantes com os seus asesores de imagem, com os seus gabinetes de prensa, com os seus carros oficiais, com os seus gastos de representação.... onde??

Lidor #50 9/Abril/2008 Lidor

Tampouco hai que darlle tanta volta, o presidente da AGAL nin sequera representa a todo o reintegracionismo, lévanse a matar entre eles, e o reintegracionismo "enteiro" manifestouse en Santiago hai pouco e non pasaban duns pouquiños centos de persoas.

Na próxima manifestación que vai haber a prol da lingua galega (non da portuguesa) seremos moitos miles.

mceleiro #51 9/Abril/2008 mceleiro

Os isolacionistas radicais estais doentes. Derivar o fundo da questão ao sotaque do Banhos ou a se a sua roupa era a correcta...

1. Uma delagação galega falou ali, e não representando aos reintegracionistas. Representado a Galiza.

2. Estava quem estava. Explica-o especialmente bem Evasou no #28.

3. A sociedade civil está viva, move-se e vá por diante dos políticos e instituições.


Podeis falar do acordo, das relações Galiza-lusofonia, do papel das instituições galegas, etc, etc,.....

....ou dos cortes de cabelo de Cristóvão e Alexandre.

Lidor #52 9/Abril/2008 Lidor

Así que, amigos de vieiros, redactemos as noticias cun pouco de honestidade e obxectividade, nin Galiza estivo representada na asemblea portuguesa, nin a lingua galega. O que houbo foi a comparecencia do presidente dunha asociación privada.

OBSERVADOR #53 9/Abril/2008 OBSERVADOR

hoho, há-os que se sentiriam mais representados se tivesse ido Tourito, ahahahaha!!!

A Galiza lá esteve porque houve galegos a defendê-la. Onde há defensores da Galiza, lá está ela, seja na Argentina ou em Lisboa.

Souto-das-Dalas #54 9/Abril/2008 Souto-das-Dalas

Lidor, moito desafortunado.

Souto-das-Dalas #55 9/Abril/2008 Souto-das-Dalas

Acalmem-se e enchamo-nos de orgulho.

Afonso_ch #56 9/Abril/2008 Afonso_ch

#52: e logo se tivesse estado o ILG-RAG estariam a Galiza e mais o galego representados? sim? porque?

qual é a legitimidade democrática destas instituições?
Franco ainda é membro de honra da RAG?



#53:"hoho, há-os que se sentiriam mais representados se tivesse ido Tourito, ahahahaha!!!"
Eu pessoalmente sinto-me imensamente mais representado pelo Ângelo Cristóvão do que pelo Tourinho.
Agora bem a transcendência e a profundidade de que o Presidente da Xunta fale na Assémbleia da República defendendo a unidade linguística galego-portuguesa seria imensamente maior do que a do Alexandre e mais o Ângelo.
Duvidas isso??

Sei que é pouco menos do que imposível, mas o Tourinho, a nível institucional, sim que pode representar a Galiza-Comunidad Autónoma.
Menos troça. Obrigado.

ecoe #57 9/Abril/2008 ecoe

Pois eu acho que está moi ben que os portugueses saiban de nós, que sempre nos ignoran (refírome ó Portugal oficial) a pesares de que moitísimos deles fan parte de asociacións e actos a prol da intensificación das relacións entre a población.

No asunto da lusofonía, desde logo é obvia a importancia de que nos teñan ouvido, de que saiban que temos unha língua lusófona e de que nos interesa a sua -ambas son galegoportugués- para axeitarnos a ela no posible.

Acho que estivo moi ben esa acción pola língoa en Portugal e na Asambleia da República.

galeguzo #58 9/Abril/2008 galeguzo

Lidor, a que manifestação "reintegracionista" te referes, à do Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata XD? Na manifestação pola língua do 18 de Maio haverá, como em TODAS AS MANIFESTAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL GALEGUISTA, vários MILHEIROS de reintegracionistas.

A tua fechação mental impede-te de veres mais alô... deverias pensar porquê motivo há menos reintegracionistas do que isolacionistas... talvez porque desde nenos somos aleccionados em que galego e português são línguas distintas? Se desde a escola se nos ensinara o contrário e nos fora ensinado o padrão português ou o da AGAL, verias como os "uns poucos" seriam os isolacionistas.

O galeguismo sempre foi reintegracionista. Sempre. Outras atitudes são simplesmente salvo-condutos do espanholismo.

Claro que o problema não é só teu: é dos que falades do reintegracionismo alegremente (para criticar, é claro) SEM SABERDES O QUE É O REINTEGRACIONISMO. O inteligente seria falar do que se sabe.

O resto é, simplesmente, pôr-se em evidência, como quando dizes que nos levamos "a matar" entre nós... deverias apagar da tua mente os velhos clichés e achegar-te a alguma reunião entre reintegracionistas, surpreenderias-te do bom humor que predomina sempre.

Menos mal que os isolacionistas radicais cada vez sois menos, e que dentro das pessoas de prática reintegracionista também há pessoas inteligentes com as quais se pode dialogar, mesmo desde o dissenso.

Para definições dos reintegracionistas escuso-me nas que podes dar tu desde o ódio e a ignorância. Prefiro a de Xurxo Souto, pessoa de mente aberta e com muitos amigos reintegracionistas.

* * * *
XURXO SOUTO: . Cumpre ser mui generoso, abofé!, para que, por puro amor à língua, assumas que os teus trabalhos científicos ou a tua obra literária vam ficar, por sistema, à margem da vida oficial e da difusom maciça. E acho que umha sociedade, com umha língua ferida, nom pode permitir-se o luxo de renunciar ao esforço, às opiniões, à criatividade da gente que se significa especialmente polo amor e trabalho em prol da língua galega.

* * * *

Entrevista completa em: http://agal-gz.org/modules...

galeguzo #59 9/Abril/2008 galeguzo

No comentário anterior esqueci pôr a pergunta que motiva a resposta de Xurxo Souto.

* * * * *

Constantinopla: Viajando agora para o reintegracionismo... Dixeste umha vez que os reintegracionistas som “pessoas com um profundo amor pola língua”. Continuas pensando-o ? Por quê motivo?

Xurxo Souto : Sem tentar construir aqui umha épica vitimista-sentimental, vim ao longo dos anos como muitos reintegracionistas, por defenderem com coerência umha postura lingüística, fôrom condenados ao ostracismo. Cumpre ser mui generoso, abofé!, para que, por puro amor à língua, assumas que os teus trabalhos científicos ou a tua obra literária vam ficar, por sistema, à margem da vida oficial e da difusom maciça. E acho que umha sociedade, com umha língua ferida, nom pode permitir-se o luxo de renunciar ao esforço, às opiniões, à criatividade da gente que se significa especialmente polo amor e trabalho em prol da língua galega.

galeguzo #60 9/Abril/2008 galeguzo

A verdade é que a entrevista é todo um exercício de abertura de mente e de miras para qualquer galego, tanto reintegracionista como isolacionista, e mesmo para muitos castelhano-falantes.

Talvez após lê-la mesmo Lidor apreenda algo de educação e respeito para os seus connacionais.

http://agal-gz.org/modules...

piorno #61 9/Abril/2008 piorno

Primeira repercussom política da intervençom galega na Assembleia da República em Lisboa no já histórico 7 de Abril, onde o Presidente da Agal, Alexandre Banhos, fizo mençom expressa da já velha reivindicaçom reintegracionista da recepçõm das rádios e TVs portuguesas na Galiza:

http://www.vieiros.com/nova/65...

Queremos ouvir rádios e televisões na nossa língua, com todos os sotaques e entoações possíveis.

O próximo passo, as rádios e televisões do Brasil! Vamos por elas!

lavesedo #62 9/Abril/2008 lavesedo

Tes razón, Afonso_ch.
En canto á persoa, podería ter abondado con falar só o Ângelo

norberto #63 9/Abril/2008 norberto

Primeiro parabens a todolos galegofalantes,dun e outro lado,pois creo k si e un feito historico pra todos.
E segundo non estou moi o dia nisto da AGAL e RAG,mais na minha umilde opinion creo que cada un deberia expresarse non no que mais lle guste,se non no que mais familiar lle sea.Digo familiar proque eu falo o galego k aprendin dos meus pais,avos,etc.

As miñas desculpas polas faltas pero non sabia se correxir dunha ou doutra maneira :D.

OBSERVADOR #64 9/Abril/2008 OBSERVADOR

Hom, e como não vamos fazer troça, se os surpresos isolatas que não sabem ser discretos não fazem mais que dizer ridicularias?

Isto foi-lhes muito, ainda estão recuperando o fôlego...

AGIL #65 9/Abril/2008 AGIL

Em #18 diz Anti_Lusista: «... Érro gravisimo, cando Portus-Calem (Portugal) se separaou de nós,...»
COM.- Eu vou velho, mas tu/ti deves de ser velhíssimo... Estiveste então... por que século aconteceu essa separação? Terás daquela 900 ou 1000 anos ou acaso mais. Sem dúvida poderás transmitir-nos o verdadeiro sotaque galego de aqueles tempos...

AGIL #66 9/Abril/2008 AGIL

Em #63 diz norberto:
1.- «Primeiro parabens a todolos galegofalantes,dun e outro lado,pois creo k si e un feito historico pra todos.»
COM.- Penso qie sim, que devemos felicitar-nos todos. Como acima algum diz, o que os galegos, mesmo não institucionais (das instituições espaÑolas), podem fazer sem problemas nem andaços, como é falar EM GALEGO na câmara da soberania nacional (portugalega!), isso (FALAR EM GALEGO) não o podem fazer, nem simbolicamente, na outra câmara da soberania nacional espaÑola. "Leve" diferença.
...
2.- «E segundo non estou moi o dia nisto da AGAL e RAG,mais na minha umilde opinion creo que cada un deberia expresarse non no que mais lle guste,se non no que mais familiar lle sea. Digo familiar proque eu falo o galego k aprendin dos meus pais,avos,etc.»
COM.- E ainda que se estendesse o uso do Português (galego) acordado na Galiza, poderias, poderíamos continuar a falar na maneira familiar de cada um. TEM EM CONTA O SEGUINTE: É ACORDO ORTOGRÁFICO, para ESCREVER unificadamente, não é acordo fonético, para falarmos todos igual e menos ainda para falarmos todos "lisboetês". Compara com o que acontece no castelhano: TODOS OS HISPANÓFONOS ESCREVEM COM AS MESMAS NORMAS ORTOGRAFICAS, mas os sotaques, o léxico, mesmo as construções sintáticas variam bastante de uns lugares a outros da Hispanofonia. Como em diante acontecerá na LUSOFONIA, como já acontece, mesmo como acontece na "galegofonia": Ou é que falam igual os de Lugo e os das Rias Baixas? Mas, observa, a todos os meninos escolarizados obriga-se-lhes a aprender o "galego" das NOMIGa (ILGa-RAGa), que exclui muitas modalidades de Galego.
Por exemplo: "pantalóns" exclui graficamente as pronúncias "pantalós" e "pantalois"; porém, em "pantalões" estão incluídas ou refletidas todas as pronúncias galegas. A assim por diante.

AGIL #67 9/Abril/2008 AGIL

Em #52 Lidor, confuso entre os alhos e os bugalhos, afirma: «Así que, amigos de vieiros, redactemos as noticias cun pouco de honestidade e obxectividade, nin Galiza estivo representada na asemblea portuguesa, nin a lingua galega. O que houbo foi a comparecencia do presidente dunha asociación privada.»
COM.- Na Assembleia da República portuguesa, em Lisboa, falaram o presidente da AGAL também em nome doutras associações reintegracionistas e mesmo em nome de todos os não isoladores. Não falo, com certeza, em nome nem do governo "galego" ou da "Comunidad Autónoma de Galicia", nem em nome da RAGa nem em nome do ILGa nem em nome de nenhum dos partidos assentes na Galiza, todos eles entidades reconhecidas expressamente na legalidade pelo reino de espaÑa. Alexandre Banhos e Ângelo Critóvão apenas falaram em nome de cidadãos espanhóis, domiciliados ou não na CAG, que organizados ou não em grupos cívicos entendem o Galego ser Português (ou vice-versa), consideram que as falas galegas são com todo o direito tão lusófonas como as brasileiras e as angolanas e as portuguesas e...
E por isso, num ato de liberdade cívica (e mesmo, se preferires, patriótica), conseguiram que num ato da Assembleia da República portuguesa a sua voz, a de todos esses cidadãos livres, fosse escutada (e aplaudida).
INSISTO: São cidadãos livres que não precisam da tutela, nem da proteção nem do amparo das instituições do reino de espaÑa para se representarem a si próprios.
O que todos esses cidadãos e no seu nome os dous oradores fizeram foi uma ato de soberania nacional inegável e indubitável... e generoso (foram eles os que se custearam viagem e hotel e outras despesas...).

Morcego #68 9/Abril/2008 Morcego

(Parabéns, também para você, Agil..Fantástico!!)

Abraço

Afonso_ch #69 9/Abril/2008 Afonso_ch

#64: pois qualquer um poderia pensar que estavas a fazer troça do que eu tinha comentado, e sigo mantendo.

De qualquer jeito reitero os meus parabéns a toda a delegação galega, e particularmente ao António que esta de novo por Vieiros.


Obrigado a todos eles.

OBSERVADOR #70 10/Abril/2008 OBSERVADOR

#69 Não, a gargalhada era pelo comentário #52...

PARABÉNS DE NOVO, AGIL !!!!

lavesedo #71 10/Abril/2008 lavesedo

#69: desculpe, mais non sei onde fago eu troça dos seus comentarios

GalizaLivre #72 10/Abril/2008 GalizaLivre

Mais cedo ou mais tarde esta será a sua ortografia.

Escrever em galego na norma internacional é a garantia de manter viva a nossa língua galega e dar à Galiza projecção no mundo.
A pseudonorma “portunhol” da RAG está errada cientificamente e só serve para nos isolar mais no mundo, dividir e gerar a confusão entre galegos e matar o idioma galego.
O lamentável é a RAG ser suportada com o dinheiro dos nossos impostos para executar genocídio linguistico e cultural.
A norma ortográfica internacional do galego/português resulta do acordo entre vários países que a adoptaram. É escrita por mais de 250 milhões de falantes nativos em países espalhados por todos os continentes do mundo. Temos o terceiro idioma do mundo ocidental.
Se eliminar as enfermidades de nosso idioma resultantes da colonização castelhana escreve naturalmente na norma internacional. A norte do rio Minho com a colonização castelhana sofremos com a falta de escolaridade em galego durante séculos. Isso provocou uma escrita inculta e feita pelo ouvido sem o respeito pelas normas científicas. Não nos podemos olvidar que os portugueses são galegos que libertaram 4/5 da nossa Nação e se tornaram independentes do reino de Leão que na época ocupava a GALIZA. Com a independência de Portugal não mudaram as pessoas nem a língua. Continuaram a falar e a escrever galego, embora posteriormente lhe chamassem português pela projecção que Portugal começou a ter no mundo, contrastando com o “apagamento” da Galiza vítima da ocupação e colonização castelhana. Contudo tivemos sorte de a sul do rio Minho o idioma galego gozar de protecção da colonização e conservar-se devido à escolaridade obrigatória no nosso idioma materno.
Esta colonização foi uma exploração económica e cultural criando muitas deformações linguísticas.
Os galegos tiveram de falar e escrever castelhano para terem um simples trabalho na maior parte das vezes com salário de miséria. Cambiaram o nome de nossa Nação de GALIZA para Galícia. Que tal os galegos obrigarem os castelhanos a falar e escrever Galego em Madrid para terem trabalho?
E se obrigasse-mos os castelhanos a dizer ESPANHÍCIA em vez de Espanha? E CASTELÍCIA em vez de Castela? Gostavam? Foi isto que nos fizeram.
A GALIZA não é uma questão ideológica. É uma Nação milenária colonizada em pleno século XXI na Europa que se diz democrática. Temos que denunciar o “portunhol” que o Estado espanhol inventou através da Real Academia Galega para dividir os galegos e destruir o nosso idioma. É um crime cultural de genocídio pago pelas próprias vítimas através dos nossos impostos. A ortografia galega não se deve isolar. Tem de ser actualizada dentro da norma internacional já cuidada cientificamente para anular os séculos de opressão e colonização castelhana. Antes da colonização castelhana o idioma galego/português já estava formado e foi língua oficial, culta, religiosa e falada na verdade por todo o povo desde o litoral norte da península até ao sul em Cáceres na estremadura espanhola durante 7 (sete) séculos. Só a colonização castelhana a norte do rio Minho tem deformado o nosso idioma.
Galegos e Galegas façam como eu não escrevam em “portunhol” (RAG). A Galiza como Nação e o galego como idioma só tem viabilidade escrito dentro da norma internacional.

Saudações
GALIZA LIVRE

Minhogalego #73 10/Abril/2008 Minhogalego

Escrever galego na norma internacional é salvar a nossa língua. Porquê?

1- A Galiza era uma Nação desde extremo norte da actual Galiza para sul até ao rio Tejo. A língua culta e oficial era o Galego em todo o território sendo estável mais de SETE SÉCULOS até à colonização castelhana.
2- A Galiza estava ocupada pelo reino de Leão.
3- Vários fidalgos galegos tentaram libertar a Galiza sem o conseguir.
4- Até que um grupo de galegos Chefiados pelo galego D. AFONSO HENRIQUES se revoltou contra o reino de Leão e declarou a independência de todas as terras da Galiza a sul do rio Minho com a excepção de São Félix dos Galegos (província de Salamanca) e parte da Extremadura espanhola lindeira a Cáceres. Com a constituição do reino de Portugal os galegos da parte da Extremadura e os de São Félix dos Galegos ficaram isolados até hoje.
5- O reino de Portugal não foi por se tornar independente que mudou os seus habitantes e idioma. Continuaram a falar a sua língua materna o GALEGO. Este galego foi expandido por todo o mundo devido a Portugal dominar durante séculos todo o comércio internacional da costa ocidental e oriental de África, Índia , Ásia até ao Japão.
6- Enquanto o Galego ganhava prestígio internacional através dos portugueses era esmagado na Galiza que entretanto ficou sobre o domínio Castelhano. Foram os “Séculos os Escuros” em que os Castelhanos humilharam os galegos, religiosamente, literalmente e materialmente. Foram séculos de escravidão castelhana. Os piores trabalhos estavam destinados aos nossos pais galegos.
7- Enquanto os galegos do sul que entretanto passaram-se a chamar de portugueses conservaram a nossa língua a sul do rio Minho e nas terras que reconquistaram aos mouros. Pelo contrário a norte do rio Minho ficamos colonizados, privados de evolução linguística, impuseram-nos o analfabetismo como regra . Tornaram o idioma galego enfermo com a mistura de palavras castelhanas.
8- Então o nosso idioma galego embora enfermo sobreviveu heroicamente principalmente nos meios rurais da Galiza mas sem apoio escolar.
9- É por isso que hoje existem várias ortografias na Galiza resultado da falta de escolaridade e da influência negativa do colonizador castelhano.
10- Pelo contrário a sul do rio Minho preservou-se a nossa língua galega original sem as enfermidades castelhanas e foi-se actualizando naturalmente protegida da colonização. Por isso é fundamental que as Figuras Galegas deixem de falar e escrever o politicamente correcto e passem a escrever na norma internacional do galego e não na da RAG que só serve para destruir a cultura galega.

Sou Galego tenho 48 anos e decidi escrever sempre em galego do século XXI. Na norma internacional adoptada por mais de 250 milhões de falantes nativos no Brasil, África, Ásia , Europa e Oceânia . Norma oficial na União Europeia; Mercosul e União Africana. Nós galegos temos uma grande vantagem sobre as línguas minoritárias catalã e basca. Temos o terceiro idioma mais falado no mundo ocidental.
Vamos todos recuperar o tempo perdido nos humilhantes séculos escuros eliminemos a castelhanização da nossa língua escrevendo puro galego na norma internacional actual.
Temos o privilégio dos nossos irmãos galegos do sul terem preservado o nosso idioma e expandido por todos os continentes do mundo.
Se todos começarmos a escrever na normativa internacional não há RAG que resista com NEOCOLONIALISMO.

MinhoGalego

Minhogalego #74 10/Abril/2008 Minhogalego

Saudade não tem tradução é um sentimento galego/português
A palavra saudade foi criada na língua portuguesa [na realidade no galego], nos primórdios de sua formação, quando o povo galego, levado em direcção ao oceano pelos invasores romanos e bárbaros, ficou diante da imensidade dos mares no extremo ocidental do continente europeu, que chamaram Finisterra (fim da terra). Isto resultou um sentimento indefinível e melancólico, só posteriormente nomeado pela expressão saudade. Quem quer destruir a língua galega com o “portunhol” RAG inventa agora“soidade”.
Saudade não é soledad (espanhol), não é homesickness (inglês), não é morrinha (galego), nem regret (francês). Saudade é diferente de nostalgia. Saudade é simplesmente um sentimento só sentido por portugueses e galegos por terem a mesma matriz humana.

Minho Galego

Minhogalego #75 10/Abril/2008 Minhogalego

O que ganha e o que perde Espanha e Galiza com a Independência da Galiza.

Galiza ganha:
1- Projecção internacional. Muita força em política externa pela aliança natural com os países irmãos da fala (Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor e Região Autónoma de Macau na China). São mais de 250 milhões de falantes nativos. Galiza independente não é uma Nação sozinha no mundo. Boas relações com a NATO/OTAN e outras importantes organizações internacionais.
2- Posição importante dentro da União Europeia, país naturalmente aliado de Portugal.
3- Uma porta aberta na União Europeia para os negócios de muitos galegos espalhados pelo mundo.
4- Grande desenvolvimento comercial com todo o mundo, beneficiando da globalização. Irá melhorar muito o nível de vida dos galegos em geral.

Galiza Perde:
1- Nada.

Espanha Ganha:
1- Um parceiro comercial mais poderoso. Aumentando as trocas comerciais.
2- Um aliado nas decisões internacionais.

Espanha Perde:
1- Um território de uma colónia na Europa.

Saudações
Minho Galego

PedraCorado #76 10/Abril/2008 PedraCorado

Escreva os dias da semana em GALEGO:

Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado.

Os nomes têm uma origem na Igreja Domingo era o dia do Senhor , 2ª feira era o segundo dia de festa (deriva feira). Domingo era o dia do Senhor mas era também a inauguração da feira de gado do povo em toda a Grande Nação Galega desde o norte da actual Galiza até ao sul junto ao rio Tejo (cidade portuguesa de Santarém). A igreja dêu-lhe o nome mas o povo reforçou e associou às feiras (eram festas) que se realizavam nos dias da semana. Embora se tratassem de feiras principalmente de gado, em cada dia da semana havia variações. Ao domingo as feiras tinham de tudo, mas nos outros dias em cada um era mais de vacas ou de porcos ou de aves, até terras eram negociadas nessas feiras. Depois da reconquista cristão aos mouros a sul do rio Tejo pelos portugueses este tipo de feiras estenderam-se até ao estremo sul de Portugal.


Nome Significado
Domingo (dia inaugural da feira de gado em toda a GRANDE antiga Galiza)
Segunda-feira (dia da segunda feira de gado em toda a antiga Galiza)
Terça-feira (dia da terceira feira de gado em toda a antiga Galiza)
Quarta-feira (dia da quarta feira de gado em toda a antiga Galiza)
Quinta-feira (dia da quinta feira de gado em toda a antiga Galiza)
Sexta-feira (dia da sexta feira de gado em toda a antiga Galiza)
Sábado ( descanso)

Galiza e não Galícia porque nossos pais antes da colonização castelhana assim
falavam. Galícia foi sempre o nome “hablado” pelos castelhanos.

Que crime fizeram os galegos para a RAG os pôr hoje a escrever português com a ortografia do século XV em vez da norma internacional?

Elimine as enfermidades de nosso idioma resultantes da colonização castelhana. Escreva puro galego do século XXI com a norma ortográfica internacional actual.

Pedra Corado

Minhogalego #77 10/Abril/2008 Minhogalego

Título: O idioma galego é português. O mesmo povo a mesma língua.

P: Quais os territórios que constituíam a Nação galega?
R: Integrados no Estado espanhol a actual Galiza, municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca) e municípios da Estremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa a norte de Cáceres. Em Portugal as províncias do Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, Douro Litoral, Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral. Do actual território de Portugal desde a cidade de Santarém ( rio Tejo) para norte era tudo Galiza.

P: Quem são os portugueses?
R: Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes libertando da ocupação do Reino de Leão cerca de 4/5 da antiga Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do Reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal.

P: Antes da colonização da Galiza pelos castelhanos que língua era falada pelos portugueses e galegos?
R: Os portugueses são galegos que depois de libertarem quase toda a parte da Galiza a sul do rio Minho do reino de Leão criaram o Reino de Portugal. O nome “portugueses” foi criado só depois. A matriz humana e a língua que falam é galego. Só após a fundação do Reino de Portugal esses galegos se começaram a chamar portugueses. Começaram também a chamar à língua galega português. A nossa língua galega/portuguesa esteve a partir do século IX estável e comum aos actuais territórios de Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena. A colonização castelhana veio oprimi-la na Galiza pelo contrário em Portugal, durante o período de opressão ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano. Por isso a ortografia do português é o galego actualizado do século XXI sem as enfermidades e humilhações da colonização castelhana.

P: Portugal é maior do que os territórios da antiga Galiza porquê?
R: O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul do rio Tejo as terras ocupadas pelos mouros formando o Portugal moderno de hoje. As terras reconquistadas foram povoadas por galegos. Por isso toda a matriz humana dos portugueses é galega sejam a norte ou a sul do rio Tejo. As ilhas dos Açores e da Madeira foram descobertas desabitadas, sendo também povoadas por galegos.

P: Há mais algum território em Espanha em que o galego esteja a ser oprimido?
R: Há Olivença e Táliga. No dia 20 de Maio de 1801 num acto terrorista de pura traição o exército espanhol ocupa Olivença e Táliga roubando e massacrando cobardemente a população civil. Mantém até hoje ilegalmente a ocupação face ao direito internacional. Olivença e Táliga tinham sido reconquistadas pelos portugueses aos mouros para o mundo cristão em 1230. Foi povoado por galegos/portugueses. Os habitantes de Olivença e Táliga são filhos de galegos/portugueses e não castelhanos. O chamado idioma português de Olivença é galego. A Espanha depois de muitos crimes de morte e atrocidades físicas prosseguiu uma forte acção terrorista e roubos sobre a população civil de Olivença e Táliga . Em 1840, proíbe o uso da língua galega/portuguesa. Enquanto Espanha não resolver este caso não tem força moral para falar que é vitima de terrorismo.

Conclusão:
Galego e português são o mesmo idioma. O galego a sul do rio Minho preservou as origens a norte é que sofreu enfermidades com a humilhante colonização. A norma ortográfica que se usa em Portugal tem mais de 250 milhões de utilizadores falantes nativos em todo o mundo.
Quem quiser uma Galiza descolonizada e salvar o nosso idioma aprenda a escrever na norma internacionalmente reconhecida. O verdadeiro galego é língua oficial na União Europeia, Mercosul e União Africana.
A norma da RAG só serve para dividir os galegos para manter a humilhante colonização.

Minho Galego

GalizaLivre #78 10/Abril/2008 GalizaLivre

Li este texto feito por Galeguismo. Aviso que é um pouco longo mas muito maduro e bem objectivo:

Assunto: O idioma Galego do Século XXI é o Português de hoje como já o era no século IX. A ortografia (portunhol) que o Estado espanhol nos está a impor é dividir para reinar e neocolonialismo castelhano. Português é Galego normalizado sem os humilhantes “séculos escuros”. Se não fosse estes séculos de opressão do povo galego quem duvidava que hoje a norma escrita do português era naturalmente a mesma que na Galiza? Acabe-se com as enfermidades de nosso idioma e cultura resultantes da opressão.

FACTOS:

Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do reino de Leão que na época ocupava a Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal. A sul do rio Minho ficou por libertar uma pequena parte da Galiza que hoje está integrada na Estremadura espanhola. O nome de Portugal há quem diga que foi em homenagem a uma antiga localidade perto da cidade do Porto que se chamava Portos Cale, porém outros historiadores defendem que a palavra é composta de portu (de porto marítimo)e gal (de Galiza). Ou seja o nome Portugal significava o porto de chegadas e partidas da nova Galiza independente a sul do rio Minho e a esperança de desenvolvimento para o povo do novo reino.( Por—GAL).
O cidadão Galego Dom Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal com a capital na cidade minhota de Guimarães. Só muito mais tarde depois da reconquista de Lisboa aos mouros pelo 1º rei e fundador de Portugal, o Galego Dom Afonso Henriques a capital passou para esta cidade.
Os territórios libertados da antiga Galiza a sul do rio Minho são hoje as seguintes províncias portuguesas: Minho (capital Braga), Trás-os-Montes (capital Bragança),Douro (capital Porto), Beira Alta (capital Guarda), Beira Baixa (capital Castelo Branco), Beira Litoral (capital Coimbra). Pertencia ainda também à antiga Galiza a sul do rio Minho e não foram libertadas uma parte da Estremadura espanhola junto à província portuguesa da Beira Baixa e outra na actual provincia de Salamanca San Felices de los Gallegos.
A palavra “Beira” significava fronteira, à beira dos territórios mouros, ou seja o fim do extremo sul da Nação Galega. Esta verdade Histórica é tão presente que ainda hoje entre portugueses se chama galegos aos portugueses que residem ou nasceram nestas 6 províncias portuguesas.
Depois estes galegos do sul com o nascimento do Reino de Portugal começaram-se a chamar de portugueses de forma a se destinguirem dos outros galegos a norte do rio Minho que continuavam ocupados pelo reino de Leão.
O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul para lá das “Beiras” as terras ocupadas pelos mouros formando o país moderno de hoje. Aos mouros foram reconquistadas as seguintes províncias portuguesas: Estremadura portuguesa (capital Lisboa), Ribatejo (capital Santarém), Alto Alentejo (capital Évora),Baixo Alentejo (capital Beja)e o bisneto de Dom Afonso Henriques, o rei Dom AfonsoIII reconquistou aos mouros o Algarve (capital Faro). As terras conquistadas eram normalmente povoadas por galegos do norte do rio Minho por falarmos a mesma língua e haver a norte uma grande concentração de população disponível para povoarem terras desabitadas após a reconquista. O rei Dom Fernando de Portugal ainda libertou temporariamente de Castela a Galiza a norte do rio Minho, mas não conseguiu manter. Mais tarde descobriram as ilhas dos Açores e da Madeira desabitadas e povoaram-nas com galegos do norte e do sul do rio Minho.
Por isso portugueses e galegos têm a mesma origem não só linguisticamente como têm a mesma matriz humana. São o mesmo povo original do extremo litoral norte da península ibérica.
A única diferença é que uns mais a norte passaram do domínio do reino de Leão para a colonização castelhana enquanto outros a sul seguiram um destino livre e independente, conservando e aperfeiçoando naturalmente a sua língua e desenvolvimento humano.
Os galegos do sul independentes que entretanto passaram-se a chamar portugueses. Depois de reconquistarem as terras ocupadas pelos mouros na península, expandiram-se mantendo por séculos a soberania em vários territórios do mundo como exemplo:
1- Norte de África: Aguz, Alcácer-Ceguer, Arzila, Azamor, Ceuta (portuguesa desde 1415 cedida a Espanha em 1640 oficializado em 1668.Mantem a bandeira portuguesa do território igual à cidade de Lisboa e o escudo português da época), Mazagão, Mogador, Safim, Agadir, Tânger e Ouadane.
2- África Subsariana: Gana, Senegal, Angola, Guiné, Guiné Equatorial (Portuguesa desde 1471 cedida a Espanha em 1778 em troca com territórios na América do Sul), Benim, Melinde, Mombaça, Moçambique, Quiloa, Arguim, Ilha Ano Bom, Cabinda, Cabo Verde, São Jorge da Mina, Ilha Fernando Pó, Costa do Ouro Portuguesa, Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, São Tomé e Príncipe, Socotorá, Zanzibar, Ziguinchor, Ilhas de Ascenção e Santa Helena, Congo, Zâmbia, Camarões, Gâmbia e zimbabwe.
3- Ásia Ocidental: Bahrein, Ormuz, Mascate e Bandar Abbas.
4- Subcontinente Indiano: Canacor, Chaul, Chittagong, Cochim, Cranganor, Ceilão, Laquedivas, Maldivas, Baçaim, Bombaim (Mumbai), Calecute, Hughli, Nagapattinam, Paliacate, Coulão, Salsette, Masulipatão, Mangalore, Singapura, Surate, Thoothukudi, São Tomé de Meliapore e Estado Português da Índia ( Goa, Diu, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli).
5- Ásia Oriental: Bante, Flores, Macau, Macassar, Malaca, Molucas, Amboina, Ternate, Tidore, Nagasaki (no Japão cidade fundada pelos portugueses em 1571) e Timor.
6- América do Norte: Terra Nova, Labrador e Nova Escócia.
7- América Central e Sul: Brasil, Barbados, Guiana Francesa e Cisplatina (Actual Uruguai na época portuguesa a capital era Sacramento ,hoje conhecida por Colónia de Sacramento, cidade fundada e povoada tanto por pessoas como até animais domésticos originários do Minho do norte de Portugal).
Estes galegos do sul independentes criaram o maior império global da idade média no mundo. Superior ao castelhano. Por isso hoje são vários os países onde se fala português/galego para além daqueles em que é idioma oficial.
A língua portuguesa que é o galego do século XXI, com mais de 250 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, sendo falada no Ex-Estado Português da Índia (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli)e Guiné Equatorial (A partir de Dezembro de 2007 língua oficial. O crioulo falado maioritariamente pela população neste país é de base com palavras galegas/portuguesas e não castelhanas). O português tem também estatuto de língua oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
Há ainda por todo o mundo milhões de falantes como em África, América central, Ásia e Oceânia de vários crioulos que usam as palavras portuguesas/galegas embora com fórmulas gramaticais diferentes. São perfeitamente compreensíveis. Isto se deve ao facto da língua portuguesa/galega no momento que estava a ser oprimida nos ”SÉCULOS ESCUROS” na Galiza ser durante os séculos XVI, XVII e XVIII um idioma em grande expansão utilizado no comércio internacional de toda a costa oriental e ocidental de África , Golfo Pérsico, Índia e Ásia incluindo Malásia, Indonésia, China e Japão. A própria língua japonesa tem várias palavras portuguesas/galegas como: capa, copo, vidro, tempero, tapas, tasca, botão, biombo etc. Palavras como obrigado criaram a japonesa “oriagato” para agradecer. A escrita da língua japonesa embora seja feita por sinais foi criada por portugueses. A ortografia foi uma adaptação dos sons das sílabas do idioma português/galego à orientalidade de escrever por símbolos. Cada sinal corresponde a um som que faz uma sílaba constituída por conjunto de uma letra consoante com uma vogal portuguesa/galega ou duas vogais. No abecedário japonês repete-se ciclicamente com as vogais de som portuguesas/galegas “ a, e, i, o, u” mudando em cada ciclo o som da letra consoante ou outra vogal ou só vogal. Na escrita chinesa existem símbolos que representam cousas ou ideias, enquanto os caracteres japoneses referem-se a sons em que cada um é uma sílaba por exemplo: “ta, te, ti, to, tu, ma, me, mi, mo, mu, ia, ie, io, iu, xa, xe, xi, xo, xu, tsa, tse, tsi, tso, tsu etc.. Quem analisar o som dos nomes dos japoneses e palavras verá que são feitas por sílabas com as vogais portuguesas/galegas pronunciadas de forma aberta. Quando os portugueses chegaram ao Japão os japoneses não tinham escrita própria e só os mais cultos escreviam um pouco em chinês. Hoje todos os japoneses escrevem da forma que os portugueses ensinaram e só alguns sabem escrever chinês. Em muitos casos numa frase misturam as duas escritas. Os caracteres chineses são mais compactos e representam ideias enquanto os japoneses são simples e soltos representando sons. Isso é fácil identificar num texto escrito pelos japoneses quando misturam os dois tipos de escrita. Por isso a língua galega/portuguesa não só é a 3ª mais falada no mundo ocidental como é culturalmente muito rica. Vários idiomas da Tailândia, Malásia, Índia e Indonésia têm também palavras portuguesas/galegas.
Há ainda um idioma próprio falado na Malásia, Singapura, Tailândia, Ceilão e Indonésia que se chama Kristang (língua cristã) ou português de Malaca que é constituído por palavras portuguesas/galegas com formas gramaticais diferentes. Existe também o idioma Patuá chinês nessa situação. Há também o Papiam das Caraíbas entre outros. Os portugueses/galegos falam com estas gentes sem dificuldade ao contrário dos castelhanos.
A língua Galega/Portuguesa considera-se com a matriz formada a partir do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C.
Na península Ibérica foi língua culta mesmo fora dos actuais territórios da Galiza e de Portugal como nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego/português, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda grande literatura durante a Idade Média só depois do Occitano.
Na península Ibérica a língua galega/portuguesa esteve estável e comum a Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos a norte do rio Minho sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do séc. XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". A língua galega e povo foram tão mal tratados, escravisados, discriminados e oprimidos pelos castelhanos que a palavra galego durante séculos significou pessoa atrasada e inculta. Ainda hoje no Brasil em algumas regiões se chama a um português atrasado e muito inculto um galego. Na Galiza os galegos durante séculos foram ao máximo explorados materialmente e segregados culturalmente pelos castelhanos. Ainda hoje em Portugal, Brasil e outros países que falam português/galego há as seguintes expressões idiomáticas “ um galego de trabalho”, outra também usual, “trabalha como um galego” outra “ galego é escravo de trabalho”. No passado galego significou escravatura castelhana. Se falarmos de literatura, extraindo poucas normas recentes da RAG o idioma galego “portunhol” que esta instituição escreve e oficializa é igual ao que escrevia o mais grande poeta e escritor português de todos os tempos Luiz Vaz de Camóns. Só que este escritor viveu no século XVI e hoje até o seu próprio nome se escreve na norma actual Luis Vaz de Camões. O povo galego tem de exigir do Estado a sua língua actualizada e não um idioma remendado do português mediaval que porá os galegos numa posição de povo inculto e inferior neste mundo cada vez mais globalizado. É preciso restaurar a língua e não remendá-la por forma a não se tornar um idioma antigo de uma minoria sem qualquer valor de comunicação nem mesmo dentro da Galiza dado a contestação e divisionismo que gera, com o nascimento expontâneo na Galiza de vários movimentos em defesa da língua materna e genuína actualizada..
O galego/português em Portugal, por seu lado, durante este período ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano.. A situação de opressão e colonização da língua galega não se limita só aos territórios conhecidos hoje como Galiza e zonas fronteiriças de Zamora, Leão, Astúrias e São Félix dos Galegos /San Felices de los Gallegos (província de Salamanca). Em plena Estremadura espanhola em duas zonas diferentes o galego tem sido oprimido e colonizado quase à extinção pelo castelhano. Esta realidade histórica é quase desconhecida na Galiza. É que parte desta província espanhola era Galiza, fazia parte da Beira Baixa, era o extremo interior sul. A zona de Cáceres fazia fronteira da Galiza com os territórios mouros antes da criação do reino de Portugal. Era uma zona instável com população galega. Há ainda em separado mais a sul o território de Olivença e seus municípios que estão ocupados ilegalmente por Espanha desde 1817 face ao direito internacional, que sem ter pertencido à antiga Galiza faz parte de uma província portuguesa do Alto Alentejo reconquistada aos mouros e povoada por galegos. O idioma chamado português de Olivença é galego. Os seus habitantes são filhos de galegos/portugueses e não de castelhanos. Por isso hoje há na província espanhola da Estremadura milhares de jovens a estudar a língua portuguesa por saberem que é o idioma dos seus antepassados normalizado e actualizado. Ao contrário do governo da Galiza o da Estremadura espanhola (embora só tenha alguns municípios de origem galega/portuguesa) tem estreitado muito as relações linguísticas, culturais e económicas com Portugal. Não inventa “PORTUNHÓIS”
A Real Academia Galega defende e tenta oficializar que o galego deve ser o português arcaico com algumas polémicas modificações ortograficas impostas pelo poder político e não a nossa língua moderna. A RAG quer acabar com a cultura galega. Em Finesterra há quem fale o melhor português de toda a península. Aqueles que falam melhor galego são os que mais reprovam na disciplina nas escolas do governo. O “portunhol” é um acto de neocolonialismo depois da União Europeia obrigar os Estados membros a reconhecer as línguas regionais. O Estado espanhol está a tentar impor o “portunhol”, um dialecto sem qualquer utilidade como se fosse o galego. É uma manipulação e deturpação da história. Eles (RAG) sabem que o português arcaico não tem condições de se impor no mundo e muito menos o “portunhol” adulterado, isolado, não representa nem é capaz de expressar o pensamento moderno e as evoluções tecnológicas actuais. Trata-se de um dialecto deformado, isolado, criado agora para dividir galegos e defender os interesses do colonizador castelhano que tem pavor em ver uma Galiza descolonizada. Pelo contrário o galego/português genuíno e moderno é uma mais valia para todos os galegos e para a própria Espanha. Os castelhanos não colonialistas aprovam e reconhecem que depois de tantos séculos de opressão de que os galegos foram vítimas dos castelhanos colonialistas o mínimo que o Estado tinha de fazer era ajudar os galegos a recuperarem a língua dos seus pais actualizada e descatelhanizada. O português como puro galego do século XXI. Os galegos passavam a ser bilingues "Hablando" o idioma do colonizador o castelhano e "Falando" a língua dos seus pais o galego/português. Com isso passam a falar com mais de 700 milhões de falantes nativos em todo o mundo. Abrem-se assim as portas para um gigante espaço cultural e comercial num mundo globalizado. Esta é a grande vantagem que os galegos têm em relação às outras línguas minoritárias peninsulares como as catalã e basca. Os Galegos têm como língua materna o 3º idioma ocidental. Os deputados galegos podem falar o galego do século XXI no parlamento Europeu mas não infelizmente no espanhol. Isso é humilhante para um povo que tanto sofreu durante séculos e é a parte pior que existe numa colonização.
Para a recuperação da língua galega oprimida há séculos é imprescindível a transmissão de rádios e televisões portuguesas em canal aberto em toda a Galiza e municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca), Olivença e outros municípios da Estremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa. Em entrevista à agência de informação portuguesa Lusa, Emilio Perez Touriño explicou que as "grandes dificuldades" têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza. Haja vontade e determinação política. Tudo o resto é fantasia para adiar o mais possível a restauração da língua galega actualizada normalizada e genuína ao povo galego. Touriño é galego ou troca a sua identidade, renegando as suas origens para agradar aos castelhanos colonialistas? Muitos castelhanos no século XXI ai