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'PORTUGUÉS PARA NÓS'

Aprende portugués de balde na rede

Xuventude impulsa un curso en liña para que a mocidade galega coñeza a lingua do país veciño.

Redacción - 18:15 22/01/2008
Rubén Cela e Elías Torres, vicerreitor da USC, na presentación do curso

Rubén Cela e Elías Torres, vicerreitor da USC, na presentación do curso

A mocidade do país xa pode aprender portugués na rede. O curso "Portugués para nós" é unha ferramenta gratuíta de ensino da lingua do país veciño impulsada pola Dirección Xeral de Xuventude e Solidariedade de Vicepresidencia co apoio da Universidade de Santiago.

O director xeral de Xuventude, Rubén Cela, explicou que se pretenden impulsar "os lazos existentes entre os dous países", e responde "á demanda de formación na lingua do país veciño por parte dos mozos e mozas de toda Galiza", demostrada polo "grande éxito" dos cursos de portugués que se veñen ofertando. O interese final é "afondar no coñecemento mutuo entre a mocidade galega e a portuguesa".

As persoas interesadas pódense acceder ao curso en portuguesparanos.com ou en xuventude.net, xa sexa en calidade de visitantes ou de inscritos, co que poderán participar activamente nas actividades. Entre todos os participantes, que obterán un diploma ao rematar o curso, sortearase unha estancia de fin de semana en Lisboa.

Ao remate do curso, preténdese que a mocidade teña competencias básicas para a comunicación en portugués e comprenda textos simples, tanto orais como escritos, ao tempo que valorizan a lingua portuguesa en relación a outros idiomas do mundo. O esquema formativo consiste en oito bloques temáticos, que á súa vez contan con vídeo e audio, gramática, léxico e actuacións de comunicacións, sumado a un apartado sociocultural.

A web emprega a solución de aprendizaxe de código aberto Moodle. Portugués para nós realízase ao abeiro do programa Mobilitas, enmarcado na iniciativa europea Interreg Galiza-Norte de Portugal para incrementar os nexos de unión entre os dous territorios. No investimento de 617.740 euros colaboran tamén o Instituto Português da Juventude, o Eixo Atlántico e a Fundación Galicia Europa.


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Comentarios (29)

galeguzo #1 22/Xaneiro/2008 galeguzo
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O idioma do país vizinho, o idioma do nosso país. Para nós.

OBSERVADOR #2 22/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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a NOSSA língua.

luisfilipe #3 22/Xaneiro/2008 luisfilipe
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Peço desculpa mas Português é Português e Galego é Galego. Como Português gostava da mesma iniciativa mas para a língua galega. Alguém sabe onde me posso dirigir para aprender galego, de preferência em Lisboa ?

escornabois #4 22/Xaneiro/2008 escornabois
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OBSERVADOR,por que loitar contra a subordinación do galego ao español,e ao mesmo tempro procurala ao portugués?

mceleiro #5 22/Xaneiro/2008 mceleiro
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Perdoa luisfilipe, mas dizer "Português é Português e Galego é Galego", bem a ser o mesmo que dizer "Português é Português e Brasileiro é Brasileiro". Se não comprendes este pormenor, talvez aprendas "castrapo", mas não galego.

Se queres aprender castrapo dirige-te a
http://www.realacademiagalega....

Se queres aprender as diferenças e particularidades dos dialectos galegos face aos portugueses atoparás informações e ligações em
http://www.agal-gz.org/

galegodosul #6 22/Xaneiro/2008 galegodosul
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Galego e Português são dois dialectos da mesma língua: o GALAICO-PORTUGUÊS!!!
Porque insistem sempre nesse erro?

bandua83 #7 22/Xaneiro/2008 bandua83
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mceliro, así que o que eu falo, o que os meus avós falan e o os meus aós falaron é castrapo?. Eu xamais lle sentín a ningún galego facer terminacións en -zon ou -çoes nin en -bel. Nunca.A normativa agal é un artificio, non un idioma natural e menos galego.

lavesedo #8 23/Xaneiro/2008 lavesedo
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xa estamos coa lei de Berto ás voltas!!!

Maeloc-do-Rouco #9 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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O sr Cela deveria coidar um chisco a sua saude (e de passo a sua imagem)...E este um rapaz de 28 anos QUE DEVERIA DAR UMHA MIGUINHA DE EXEMPLO!! Semelha mais novo o prof.Torres!!!! Um chisco de exercicio e caminhar (ja nom digo mais porque Repito: tem 28 anos, ainda que seguro que o seu proprio pai da a mais novo

Maeloc-do-Rouco #10 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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Bandua: Tam pouco eu lhe escoitei a ninguem -agas os que estudarom o galego RAG, o unico que s epode estudar na Galiza pra o teu conhecemento- dizer "beirarrua", "Pobo", "galego", "acadar", "salientar", "Igrexa", "mercores", etc etc etc...a listagem seria inacabavel...A gente fala o castrapo e nom reconhece-lo e como viver numha burbulha...A gente dis "acera ou azara", "puablo", "ghalleghu" ou "gallegu", "cunsiguir", "rasaltar", "iglesia", "miarcoles", etc etc etc...Nom fales de artificios que ja sabemos de que pe coxeamos

Maeloc-do-Rouco #11 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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Bandua: Tu aos teus avos chamas-lhes "avos" porque o aprendeches na escola (seria fora do normal que assim nom fosse). O normal e chamar-lhes "abualus": a minha "abuala" e o meu "abualu"..Frase: Os meus "abualus" falan o "ghalleghu" na casa e o "castellanu" ("castelan" aprende-se na escola) na "iglesia". Non cruces a "carretera" (estrada????? ha ha ha) que hoxe e "ghueves" e hai moito trafico. Vai pola "azara" nena!

galeguzo #12 23/Xaneiro/2008 galeguzo
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BANDUA83: antes de falar procura informar-te, porque podes quedar com o cu ao ar fresco ;)


>> mceliro, así que o que eu falo, o que os meus avós falan e o os meus aós falaron é castrapo?.

Possivelmente. Tecnicamente já ficamos dentro do castrapo (enquanto não se demonstrar o contrário) todos quem na vida quotidiana não seguimos a norma ILG-RAG. Seguro que teus pais, avós e tu próprio dizeis cousas como "adiós" (por adeus) ou "fuerte" (por forte). Certo?

>> Eu xamais lle sentín a ningún galego facer terminacións en -zon ou -çoes nin en -bel.

E eu tampouco sentira a nenhum galego dizer "moito" até que vim para Compostela... mais informando-me um pouco soube que se dizia em mais zonas, algumas bastante ao perto do meu concelho. Mas claro, como tudo, é cousa de sair do país.

Por certo, que em galego-português é -vel, e no que diz respeito da terminação -bel é a que a Real Academia Galega propugna como PREFERENTE. Portanto, se queres seguir com o "-ble" estás a levar a contrária à dinâmica da RAG, que teoricamente é a que ditamina o que é galego e o que não. E se uma forma é hoje PREFERENTE, amanhã será a ÚNICA. É o que passou com isto/esto, etc., que na logo da última reforma "esto" ficou fora (igual que "eso" e "aquelo").

E no que respeita às terminações em -ções (que não -çoes), pois igualmente careces de sistema. Imagino que mais que o Ç (que não che devera molestar nada, pois é uma letra galega e mui galega), o teu problema é com a desinência -ões. Pois que saibas que é tão galega como -ois ("pantalois", "camiois"...), utilizada em todo o leste galego, desde a Castro Pol à Fonsagrada e desde Viana do Bolo a Luviám.

>> Nunca.A normativa agal é un artificio, non un idioma natural e menos galego.

Polas tuas próprias palavras estás a dizer exactamente o mesmo da normativa do Instituto da Lingua Galega (que elabora a norma) e da Real Academia Galega (que a sanciona e dá por boa).

Realmente, tu não criticas o reintegracionismo. Criticas a AGAL por simples desconhecimento. Vês a palha no olho alheio e não a viga no próprio.

OBSERVADOR #13 23/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Para Escornabois: Porque uma língua não é um trapo que se eleva a rango de bandeira. Nem uma mulher bonita que se saca à rua para luzir no domingo à tarde. Nem uma causa que explica atrocidades.

A nossa língua é língua COMUM A OUTROS PAÍSES DO MUNDO. Não é uma leira de dous por dous. Se estamos como estamos e por isso falamos como falamos, é cousa nossa. Mas a língua SEGUE A SER A MESMA, COMUM À LUSOFONIA.

(Luís Filipe, ouviu?)

Morcego #14 23/Xaneiro/2008 Morcego
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Caro Luís Filipe,

Também sou português, de Braga. Vivo a cerca de 30 minutos da Galiza. Como poderás imaginar, nesta Europa já sem fronteiras, a Galiza é um território onde me desloco com bastante frequência, e que conheço razoavelmente bem.
A língua na Galiza, a língua que é também a nossa, encontra-se em termos práticos em extinção. Ela não é falada nas grandes cidades, onde se fala o castelhano, nem tão pouco os seus dirigentes políticos a falam com correcção, seja em que normativa for.De momento é o que há.
Apesar de tudo, ainda existem uns "Irredutíveis Gauleses" que mantêm a língua viva, e por incrível que pareça,essa gente encontram-se nos dois extremos da sociedade galega; A língua ainda é falada pelos camponeses e pescadores dos sítios remotos,ou então por gente erudita.

Cumprimentos

galeguzo #15 23/Xaneiro/2008 galeguzo
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Sobre o dito antes de Morcego, aponto que o galego, igual que o castelhano, é falado por pessoas de todas as classes sociais, todos os níveis educacionais e todas as possibilidades económicas. Ora bem, dá-se o paradoxo de a língua melhor vista é o castelhano... possivelmente porque conta com toda uma maquinária de imposição e propaganda da que carece o galego-espanhol. Eis mais um motivo para defender o galego-português.

Morcego #16 23/Xaneiro/2008 Morcego
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Eu estava-me a referir ao "galego" não acastrapado. Não deixa de ser curioso que é nos sítios mais insuspeitos onde o "galego" é igual ao "português". Existem zonas da Galiza rural onde me sinto verdadeiramente em casa, não só pelo léxico, mas sobretudo pela fonética.

spider #17 23/Xaneiro/2008 spider
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Fora destas discusións bizantinas ó redor da Lei do Berto, pareceme unha fantástica iniciativa... Eu son dos que pensa que son linguas diferentes, ou dous dialectos diferentes dunha mesma lingua común (podemos velas coma linguas irmás, mais irmás siamesas :-)). Penso que tamén se debería potenciar a lingua portuguesa coma 2ª lingua na ESO pois sería moito máis aproveitable ese tempo para un galego que se tivese que aprender francés ou alemán ou outras... Podería ter un dominio razonable de portugués tanto na oral coma na escrita. Un saúdo

spider #18 23/Xaneiro/2008 spider
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O que quero dicir co meu anterior comentario é que penso que para un galego ten que ser algo natural e non excesivamente esforzado aprender portugués, sobre todo a fala coloquial que é onde hai as maiores diferenzas.

galeguzo #19 23/Xaneiro/2008 galeguzo
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#18 As maiores diferenças na fala coloquial... também as podemos ver entre a Costa da Morte e a Terra Chã ou a Marinha e o Baixo Minho ;)

bandua83 #20 23/Xaneiro/2008 bandua83
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Debo de estar chosco, si.

1º. Galego e Portugués son linguas están moito máis próximas ca outras linguas entre si. Niso non hai discusión. Etendemosnos moi ben pero hai diferenzas léxicas significativas e unhas poucas gramaticais. Chamádelle como queirades: linguas, dialectos ou variantes, é insignificativo. Cambialas de categoría non vai cambia-la realidade

2º. Si, moitas veces dicimos "castelanismos", ben. A primeira vez que eu escoitei 'ingua' foi fai anos que llo sentín a unha de Brion, e alí presumiblemente é o habitual, cando na miña zona usamos o deturpado 'ingle', porqué o termo orixinario perdeuse aquí e non aló. Igualmente a min resultame estrano que digas que na túa zona non se usa 'moito' cando aquí non creo que ninguén non o diga. Mais se temos que decidir unha 'norma' haberá que escoller o termo máis común e o orixinario. Recordo que perdimos a escrita durante canto?, 300 anos?.

Evidentemente o galego non é un bloque homoxéneo e iso si que non o recoñece a RAG. Deberianse admitir algunhas variantes (ie. fento, fieito; lesma, lamachaga..) 'Tampouco bota mán como debería do portugués. E recordo que a RAG admite cousas como 'altofalantes' porque o portugués (creo) úsao mais non creo que ninguén o diga en territorio galego de forma espontanea. Igualmente a RAG debería botar man da ortografía galego-portuguesa (eu estaria a favor do cambio a nh, lh, sistema de tildes coma o portugues, sen ^...) mais non cambiar léxico da nosa variante/dialecto/lingua polo que se use en portugues. Ademais, se pretendemos ter un idioma 'preciso' (e, ie., necesitase para ter unha ciencia, para dictar leis...) hai que marcar unha norma, que non é unha lei! (inda que si para o traballo das institucións), é un 'consenso' que pode ser respectado ou non.

Só unha última reflexión. Moita xente xa considera a norma RAG coma 'excesiva' así que me pregunto cal sería a viabilidade da norma AGAL se a RAG fora deposta en favor desta.

PD: na miña zona (Carral, A Coruña) si se escoita o de 'avó' , 'avoa'. Meus avós paternos diciano inda que é moi frecuente escoitar/dicir 'abuelo'. Non vos apuredes tanto a facer suposicións: se o dixen era por algo.

luisfilipe #21 23/Xaneiro/2008 luisfilipe
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Sintetizando: O galego e Português são línguas primas ou gémeas ? É que me parece que não há muito acordo entre os falantes da língua galega sobre as várias fonéticas e as formas escritas. O Português já está normalizado ( a última normalização deu-se penso eu nos anos 90) mas as diferenças fonéticas são, digamos, pouco variáveis dentro do território continental mas muito nos outros países que falam Português. Sugestão: A)inventariar as várias grafias e comparar com o Português corrente de modo a encontrar pontos comuns.B) Considerar talvez a língua portuguesa como Galaico-Português ou Português-Galaico do modo a considerar a língua galega como tronco comum e não como um ramo de qualquer coisa. Só mais uma coisa: nos documentos mais antigos em galaico-português as palavras eram escritas conforme a fonética do lugar. Por isso escreviam avós, avvoos, aboos, abboos, avuelos, abuelos, etc
Saudações

luisfilipe #22 23/Xaneiro/2008 luisfilipe
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Por exemplo: "Saibam quantos esta carta virem e leer ouvirem que como fosse contenda sobre vilhas, castelos e termos e partimentos e posturas e preitos antre nós Dom Fernando pela graça de Deos Rey de Castella(...)e por razon destas contendas de suso ditas nacessem antre nós moitas guerras... (Tratado de Alcanizes, 1297)

arzaya #23 23/Xaneiro/2008 arzaya
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Bo, xa chegamos ao tema de sempre. Só un recado para Maelo-do-Rouco: vocé dirá abuelo e moita xente, pero avó é palabra viva en galego popular e eu téñoo escoitado a falantes de "castrapo" ben de veces, e a falantes cultos. Acadar está viva na provincia de Ourense (non comparto a súa extensión a outros significados á parte de "coller algo", pero a lingua facémola entre todos). Sobre o portugués, explicarlle o galego a un portugués "normal" é como explicarllo a un "españolito" normal..non comprenden. Non comprenden que todos falamos latín deturpado.

Maeloc-do-Rouco #24 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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Totalmente dacordo Bandua83

Maeloc-do-Rouco #25 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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O problema nom e da excessividade da norma RAG ou da viabilidade da AGAL...O problema esta nas nossas cabecinhas...E mais umha vez um problema de auto-estima...A gente segue sem valorar a sua lingua, a considera-la vulgar. Jaora que milhoramos, mais estes debates fam rexurdir teimas e pre-conceitos recorrentes ao galego...Dalgumha maneira o portugues lembra tanto ao galego que o nosso pre-conceito contra a lingua galego-portiguesa da Alem Minho parte dos mesmos pre-conceitos auto-aldraxantes que funcionam para nos Aquem Minho...E um complexo que os mesmos portugueses tamem partilham, entre outras cousas por ignorancia (a eles sempre lhes ensinarom a olhar pra Galiza como umha "regiom" espanhola) co cal devezem por praticar o seu espanhol cando passam da raia do Minho...E viceversa tamem funciona ja que nom poucos galegos viaxam a Portugal pra fazerse notar como verdadeiros e castizos espanhois...E triste, mais retrata umha tragedia historica...Trata-se da viabilidade do galego como lingua de trabalho e de lecer, como lingua viva, lingua nacional e internacional. Nom se trata de fazer o galego mais doado (ou seja mais semelhante ao castelhano) pra termos o curral tranquilo (ou seja que o auto-noxo nom erupcione)...E umha questom de dignidade e de respecto...Se e a primeira lingua de Galiza nom pode ser subsidiaria de ningumha e menos da lingua hegemonica...E um exercicio de descolonizazom mental e umha miguinha de afouteza e de dignidade que nom manca a ningume, nom e??

Maeloc-do-Rouco #26 23/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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Rubem Cela, um chisco de exercicio ouh!! que tes 28 anos...O lacom a diario ja nom e larpeirada...Vaia exemplo pra a mocidade...

mceleiro #27 23/Xaneiro/2008 mceleiro
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Como bem diz Maeloc-do-Rouco o primeiro problema do galego, ainda antes que a pressão do castelhano, é psicológico. Complexo de inferioridade, tão grave que faz que por exemplo duas pessoas de Verim que estão a falar entre elas em galego, se se achega um português lhe falem em castelhano. Incrível. Incrível também (e nisto sim que tem muito a ver o ensino do galego oficial) o desconhecimento da riqueza dialectal do idioma, DENTRO e FORA da Galiza.

Eu falo o meu dialecto da Galiza oriental, e não exagero nem minto se digo que sinto mais próximo o galego-português falado em Figueira da Foz que o do Morraço.

A maioria portugueses também estais carregados de mitos. A vossa imagem da Galiza é a TVG essa, Vigo e pouco mais, quando realmente temos ainda mais em comum que a simples língua.

Sinto também ferir o patriotismo português, mas língua que vós falais e escreveis, atendendo a considerações políticas é Português, mas linguisticamente é Galego-Português ou simplesmente Galego. Foi muito antes a Gallaecia que Portugal, e "Galego" linguisticamente é da Gallaecia, não da Galiza.

maraghota #28 24/Xaneiro/2008 maraghota
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Alguém provou o curso? Alguém consegui registrar-se?? Eu nom consigo...
http://www.portuguesparanos.co...

Shazzan #29 14/Maio/2008 Shazzan
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Bandua83, meu avó (nado em 1906 em Palmeira, concelho de Ribeira e já falecido) sempre dizia que quando era pequeno a gente empregava a terminaçom -çom (ou -zón, como quigeres, com sesseo no caso de meu avó). E punha como exemplo a frase "tenho muitas preocupaçons". A seguir dava a sua explicaçom de por que agora já nom se escoita: "claro, agora, co castelhano, querem ser mais finos e dim 'preocupacións'. Pero em galhego dantes diza-se 'preocupaçons'".

Mesmo a normativa ILGA-RAG emprega -zón em três casos (para além doutras palavras como 'pechazón'/'fechazón', que coincidem com o espanhol 'cerrazón'): beizón, doazón e traizón. Argumentam que esa é a terminaçom tradicional galega nas palavras patrimoniais (a prova de que som patrimoniais é que as suas raízes -BENEDICTIONE, DONATIONE, TRADITIONE- estám modificadas, nom se conservam íntegras, como nos cultismos).

O problema é que param aí, nom continuam com a explicaçom. Porque a seguir teriamos que nos perguntar de que lingua se tomarom os cultismos em galego para virem com a terminaçom -ción...

Abraços a todos, falantes de galego do norte e do sul, do leste e do oeste, escrivades como escrivades.

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