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PUBLICADO NO DOG EN MARZO DE 2007

A Xunta saltou a súa propia normativa para poder subvencionar centros que impiden a coeducación

A normativa sinala que ningún centro sostido con fondos públicos pode discriminar por cuestión de sexo. O STEG anuncia medidas legais e moblizacións.

R.V. - 13:50 02/10/2008

O 16 de marzo de 2007 a Consellaría de Educación publicaba no DOG os criterios para a “admisión de alumnado nos centros docentes sostidos con fondos públicos”. Nun dos puntos dese decreto establécese claramente que “en ningún caso haberá discriminación na admisión do alumnado por cuestión de sexo”. A pesar disto, tal e como informou Vieiros a semana pasada, a Xunta decidiu subvencionar este curso a colexios privados do Opus Dei que separan nenas e nenos nas aulas.

O Sindicato de Traballadores e Traballadoras do Ensino de Galiza (STEG) anunciou este martes que empregarán este decreto para intentar tirar abaixo nos tribunais este concertos. Para os servizos xurídicos do sindicato non hai dúbida, este decreto propio e o precedente que sentou o Tribunal Supremo dándolle a razón á comunidade de Castela-A Mancha, dálle marxe de manobra á Consellaría de Educación para retirarlle as axudas públicas aos centros que separen nenos e nenas. Ademais, o STEG anuncia unha concentración diante da consellaría (o mércores 8, ás 11.30 horas) e xa ten solicitado unha entrevista coa titular de Educación, Laura Sánchez Piñón.

A existencia do decreto pon en dúbida a versión da Consellaría de Educación. Este departamento púxose en contacto a semana pasada con este xornal para asegurar que non podían tomar medidas até o vindeiro curso. Segundo fontes da Xunta, os convenios teñen unha vixencia de catro anos e os últimos asináranse en 2005. Porén, os sindicatos xa denunciaban que todo se debía a unha “falta de interese” xa que Educación ten a facultade de revisar antes da cada curso os convenios cos centros privados.


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Comentarios (4)

mceleiro #1 2/Outubro/2008 mceleiro
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A Conselharia não lhes deve retirar os subsídios. QUE FECHE ESSES CENTROS!!!!

A tomar polo cu. Tal como se foi o primeiro ciclo de ESO de Triacastela, Samos, Paradela, O Íncio, Portomarim, Baleira e Abadim.

Centros públicos fechados, outros que não têm dinheiro nem para a manutenção dos edifícios, mas subsidiam aos centros de ensino do fascismo puro e duro para ricos.

Incrível.

barravaite #2 2/Outubro/2008 barravaite
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que se saiba, non é obrigatorio matricular aos fillos neses centros. Se teñen convenios asinados haberá que respectalos durante o periodo de duración e despois prorrogalos ou non renovalos.

sozinho #3 3/Outubro/2008 sozinho
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Ben polo STEG e ben por Vieiros. En todo caso, non sempre ten que significar discriminación na admisión separa-los sexos. Só fai falta que sexa a mesma institución a que admita alumnos de ambos sexos e posteriormente os separe. Legalmente andade con ollo, pois é necesario para ter éxito. Pero todo indica que politicamente agora hai vontade.

Majorinus #4 3/Outubro/2008 Majorinus
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A película esta está interessantíssima. Repassemos, a ver se nos aclaramos:

O dia 24 de setembro, Vieiros informa de que os sindicatos «consideran que a Consellaría de Educación debe elaborar unha normativa que remate coas subvencións a centros privados que non permiten a coeducación de nenos e nenas». Quer dizer, cabe entender por esta notícia que os sindicatos (ou Vieiros, ou seja lá quem considere estas cousas, que parece que é um tudo uno e trino) entendem que sucede uma cousa legal e possível (isto é, que estes centros recebam subsídios) que se deve tornar ilegal e impossível, porque, segundo dizem, os centros têm «idearios ultraconservadores e reaccionarios» (observe-se a confusão mental que os portavozes destes sindicatos têm entre as noções de «ilegal» e «discrepante», confusão típica dos modos de pensar fascistas ou fascistóides).

O dia 26 de setembro, Vieiros informa duma ideia um tanto diferente segundo estes sindicatos, e é que não é que Xunta deva elaborar uma normativa específica com a intenção de prejudicar estes centros (cousa que evidentemente seria inconstitucional), mas que deve retirar-lhos simplesmente porque estes centros «incompren flagrantemente a lexislación», cousa que evidentemente não é verdade, já que a separação em aulas de diferente sexo é perfeitamente legal neste país (se fosse doutra forma, os próprios centros já cuidariam de fazer aulas mixtas, além de que nesse caso os sindicatos não se limitariam a solicitar o fim dos subsídios, mas a forçar a integração em aulas mixtas). Estamos, portanto, ante uma maneira de apresentar as notícias própria das agências de desinformação, propaganda e «machaque» ao inimigo. O que não é de estranhar, posto que a reiteração de tantas notícias a respeito deste tema não pode ter mais objecto que machacar estes centros educativos.

O dia 2 de outubro temos, finalmente, uma última versão, fornecida desta vez directamente por Vieiros, que já deixa de falar por boca dos sindicatos. Segundo esta versão (definitiva?) a «chave» do assunto está em que é a própria Xunta é quem incumpre a legalidade, porque acontece que essa normativa «ad hoc» que os sindicatos exigiam para poderem marginar o ensino religioso já existe, e portanto seria desnecessário criá-la; simplesmente há que aplicá-la. Maravilha. Será? Não será? Os sindicatos exigem a criação duma normativa que já existia – supostamente? Que pouco clara vejo a linha cronológica dos factos. Será que o propósito de atacar financeiramente os centros religiosos veio primeiro, e as argumentações vieram depois? A estas alturas, permita-se-me duvidar da fiabilidade informativa de Vieiros, que leva um par de semanas fiando as notícias da maneira que lhe parece mais conveniente para «levar a água ao rego», motivo pelo qual não cabe pensar que anteponha a veracidade informativa aos seus propósitos políticos particulares, por muito que insista em repetir que as cousas são «tal e como informamos».

Seja o que for, parece que o assunto será resolvido nos tribunais. Já se podem ir preparando os do Opus Dei, já que do outro lado estes estão decididos. Mas a respeito do tema judicial eu quereria que as pessoas que lêem isto reparassem numa cousa.
Quando Benito Mussolini chegou ao poder na Itália, chegou legalmente. Em sentido formal (que não real), Mussolini não violentou os mecanismos legais para ser investido presidente. O rei da Itália, Vítor Manuel III, tinha entre as suas potestades a de nomear presidente do governo entre os parlamentares, e Mussolini era parlamentar. E o rei designou-no presidente.
Ora bem, como chegou o rei a semelhante decisão para nomear presidente Mussolini, sendo que este era apenas um parlamentar, cujo partido não tinha nem de longe ganhado as eleições? Por que o rei cedeu à reclamação –legítima, por outra parte– de Mussolini para ser nomeado presidente?
Fácil. Mussolini, que levava um par anos com as suas «camisas negras» dando cera a todo liberal ou esquerdista que se movesse, apoiou a sua «solicitude» com várias decenas de milhares de fascistas manifestando-se em caminho a Roma. A mensagem dessa marcha era clara, e o rei entendeu-na.

Por que conto isto? É claro que ninguém obvia que a marcha sobre Roma foi uma extorsão. Os fascistas e gente de autoritarismos vários apelam para os mecanismos legais, ao mesmo tempo que põem na rua as suas massas para que estas intimidem as pessoas (juízes, funcionários, reis) que têm a função de aplicarem esses mecanismos legais, de maneira que, intimidados eles, tenham tendência a inclinarem a decisão que hão de tomar do lado dos fascistas ou autoritários. Isto é o mesmo mecanismo que está a fazer determinada esquerda espanhola triunfante (e dentro dela a galega). Os sindicatos dizem que vão apelar para a justiça, para que lhes quite aos centros do Opus o dinheiro. E ao mesmo tempo, já anunciam que vão fazer concentrações (que pintam as concentrações em procedimentos administrativos ou judiciais?), e botam a «imprensa afim» para machacar, tudo isto previamente à resolução legal ou administrativa. Ah, e reunirem-se em privado com a conselheira (nesses actos privados típicos das sociedades que habitualmente iludem a formalidade institucional e pública e preferem amanhar as cousas «entre bambalinas»). Todo este barulho para quê? Pois para que o juiz ou cargo público que haja de tomar a decisão tenha presente, no momento de emitir a decisão, que se ousa resolver em favor dos centros privados, vai ter toda essa gente a machacar nele, publicando o seu nome e apelidos e chamando-o de retrógrado, machista e reacionário. A estratégia é a seguinte: numa mão, a lei escrita segundo a interpretação deles; na outra mão, o pau, para corrigir ou avisar os agentes da lei no caso de que eles leiam essa lei como não devem lê-la.

Se alguém tem dúvida de que essa seja a estratégia, vejam-se os comentários que se deixam a esta notícia: http://www.vieiros.com/nova/69.... Ainda não há decisão tomada, e não sabemos se os estes centros privados vão ser privados do dinheiro, e já algum vai exigindo que haja demissões por não terem sido os do PSOE suficientemente raudos e diligentes em ter-lhos retirado antes. Se isto é a «sociedade aberta» do «progressismo», que alguém nos ampare.

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