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Con máis da metade dos votos escrutados

Ecuador dille 'si' á nova Constitución de Rafael Correa

O presidente do país andino reivindicou a vitoria no referendo constitucional co que se ha aprobar a nova Carta Magna impulsada polo seu goberno.

Redacción - 09:45 29/09/2008
O presidente de Ecuador, Rafael Correa

O presidente de Ecuador, Rafael Correa

Co 52 por cento dos votos escrutados, o "si" á nova constitución ecuatoriana, promovida polo goberno de Rafael Correa, leva unha sólida vantaxe do 65.2 por cento, segundo informou o Tribunal Supremo Electoral (TSE). O rexeite á Carta Magna, promovido pola oposición, chega, de momento, ao 27,02 por cento, mentres que o voto nulo chega ao sete por cento e o voto en branco ao 0,64 por cento.

Após coñecerse as primeiras enquisas a pé de urna (00:00, hora peninsular), que daban o 70 por cento dos votos favorábeis ao "si", o presidente de Ecuador, Rafael Correa (Alianza País), reivindicou unha vitoria que cualificou de "histórica".

"Sentamos as bases dun novo país"
"As estruturas vellas foron derrotadas" nas urnas, dixo o presidente ecuatoriano, Rafael Correa, ao tempo que recalcaba que "agora deberán render contas ante o pobo aqueles que mentiron e manipularon" para que a nova Carta Magna non fose aprobada. Así mesmo, Correa fixo un chamamento á unidade para que os que votaron "si" e os que votaron "non" traballen xuntos para levar adiante a revolución, "porque é un proceso de todo un pobo", acrecentou

"Cumprimos o mandato que nos deron o 26 de novembro de 2006 e agora sentamos as bases para un novo país", recalcou Correa desde Guaiaquil, ao coñecerse os primeiros escrutinios do referendo.

A nova Constitución de Ecuador (a vixésima na historia do país), que outorgará máis poder ao seu presidente para regular a economía, consta de 444 artigos e foi redactada por 130 asembleístas en Montecristi, co obxectivo que estabelecer un novo réxime político, xurídico e económico. Os críticos co goberno de Correa consideran que con este novo texto o presidente do país obtería demasiado control sobre a selva Amazónica e os Andes.

Os opositores, "abertos ao diálogo"
Ao coñecerse as primeiras valoracións do referendo, o alcalde de Guayaquil, Jaime Nebot, cabeza visíbel da oposición en Ecuador, dixo respectar o "triunfo" do "si" e declarouse aberto ao diálogo con Rafael Correa, a quen describiu como "home civilizado".

Porén, recalcou que el non está en "oposición a Correa", senón ao que o presidente de Ecuador chama "Socialismo do século XXI", e acrecentou que o "realmente importante" agora é que vai acontecer no país após triunfo do "si".


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Comentarios (4)

Carlinhos #1 29/Setembro/2008 Carlinhos
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Recoiro! Umha boa nova! Boh deixarei-na sem comentar... a aguardar US Acontecimentos futuros derivados da notíCIA.

zemalves #2 30/Setembro/2008 zemalves
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Todos os paises têm os seus jornais de referência: Na Espanha temos o EL PAÍS, em Portugal temos o Publico! Vejamos como o Publico avaliava o referendo no Equador:

O Público dedica uma página ao referendo em que o povo equatoriano se vai pronunciar, hoje, sobre o projecto de Constituição.
No que respeita às perspectivas, é-nos dito que os «equatorianos inclinam-se» para aprovar o projecto - sendo sublinhado, de imediato, que «mesmo que o texto passe, há uma zona pouco clara, centrada nas ambições do Presidente socialista Rafael Correa, que preocupa alguns analistas».
Eis como uma simples frase... diz tudo: se a Constituição for aprovada pela maioria do eleitorado, a minoria lá está para o que der e vier...
E, como é hábito nestas circunstâncias, há sempre «alguns analistas» preocupados...

Como também é hábito, é a esses analistas preocupados que o Público dá a palavra.
E as preocupações dos analistas são, igualmente, as habituais.
Assim, um analista preocupa-se com o facto de, no caso de a Constituição ser aprovada, ela vir a ser «um instrumento nas mãos de um líder que reproduz, em nome de uma suposta revolução, os estilos de uma velha política populista e clientelista, recheada de autoritarismo, de demagogia e extremo personalismo».
Onde é que nós já ouvimos isto?...
E isto?: outro analista, ainda mais preocupado do que o anterior, diz que, mesmo que a maioria aprove a Constituição, se, numa certa região do país o «não» for vencedor... isso poderá «desencadear no país um motim semelhante» ao da Bolívia...

Noutra linha de análise preocupada, um professor de Direito da Universidade de não sei onde conclui, peremptório, que o texto constitucional «é vago, muito extenso, confuso e complicado»...

Em síntese, todos eles estão preocupados e com «medo de que a Constituição, primeira pedra do "socialismo do século XXI" defendido por Correa, leve o país num caminho semelhante ao da Venezuela e da Bolívia», ou, mais concreta e precisamente, num «caminho que ameace a propriedade privada»...
Isto porque, segundo o projecto de Constituição, «a economia de mercado será substituída por um "sistema enocómico social e solidário, centrado nas pessoas», e a «propriedade privada passa a coexistir com a pública, a estatal, a associativa, a cooperativa e a mista».
Enfim, tudo medidas que, como não podia deixar de ser, preocupam seriamente os analistas...

A mostrar, de forma ainda mais clara, o sentido dessas preocupações registe-se, por exemplo, este dado curioso:
os referidos analistas não estão preocupados com o facto de metade dos cerca de 14 milhões de equatorianos serem pobres e muito pobres - mas estão preocupadíssimos com a decisão já tomada pelo PresidenteRafael Correa de «destinar os lucros do petróleo nacional à classes mais desfavorecidas».

Preparemo-nos, então, para a campanha que aí vem. E para ver as preocupações destes analistas traduzidas nas habituais acções contra-revolucionárias.

Como podemos ver a Comunicação Social é controlada pelos mesmos em todo o lado! E ainda ha quem diga que não ha luta de classes? Obrigado vieiros por este espaço de LIBERDADE e DEBATE

zemalves #3 30/Setembro/2008 zemalves
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Como EL PAÍS vê a vitoria do referendo no Equador! São todos iguais, por vezes o patrão é o mesmo.

« La derrota en Guayaquil ensombrece el triunfo del referéndum constitucional
La ciudad más poblada y principal centro económico de Ecuador rechaza el nuevo texto de Correa y abre la puerta a una posible división en el país
FERNANDO GUALDONI/AGENCIAS - Madrid/Quito - 29/09/2008


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Guayaquil, bastión de la oposición al Gobierno de Rafael Correa, espera la confirmación oficial de que en el referéndum constitucional del domingo en esta ciudad el No supero al sí, al contrario que en en el resto de Ecuador. Esta ciudad es la más poblada del país y el principal centro económico de Ecuador. Su alcalde, Jaime Nebot, del Partido Social Cristiano, opositor a Correa, había advertido antes del referéndum que renunciaría a presentarse a la reelección si el proyecto constitucional del Gobierno vencía con la mitad más uno de los votos en la localidad. »

zemalves #4 30/Setembro/2008 zemalves
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Como o EL PAÍS transforma uma estrondoza vitória do Presidente do Equador, Rafael Correia numa DERROTA! E já começam a ameaçar em dividir o Equador, como estão a fazer com a Bolivia! O Capitalismo não muda mesmo, só se adapta!

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